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Questão ambiental será principal entrave para produtores rurais


AL Rural

20/05/2020 17h20

Mais de 40 empresas globais se reuniram nos últimos dias para assinar uma carta com um pedido para que deputados e senadores votem contra o projeto de regularização fundiária. Segundo as companhias, a medida provisória sobre o assunto pode facilitar a grilagem de terras e o desmatamento. Em carta enviada ao Congresso Nacional, as empresas ameaçam deixar de compras produtores brasileiros.

Para o comentarista do Canal Rural Glauber Silveira, atualmente 17 milhões de hectares de terras na Amazônia são do governo e que não incluem terras indígenas ou parques. Ele explica que ao regularizar a situação de diversas famílias, o governo acaba criando uma responsabilização por cada pedaço da área.

“Você tem desmatamento, queimada, tudo isso que aconteceu ano passado e o mundo fica olhando para o Brasil, e que o governo não tem condições de dar conta disso. Com essa medida, você vai dar CPF para cada pedaço de terra desses 17 milhões de hectares. As pessoas vão ter a responsabilidade sobre essa terra”, explica.

Sobre algumas divergências entre parlamentares e entidades do agronegócio sobre itens do projeto de lei 2633/2020, Silveira destaca que o Ministério da Agricultura vai pedir algumas correções.

Porém, ele ressalta que um dos maiores será a questão ambiental. Ele explica que muitas áreas estão embargadas e será necessário realizar processos administrativos para fazer o Cadastro Ambiental Rural.



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