AGRONEGÓCIO

Asplana apresenta na AMA relatório sobre a seca na zona canavieira


Dorgival Junior

06/03/2017 12h16

Dados sobre os estragos causados pela seca na região canavieira de Alagoas foram apresentados pela diretoria da Asplana aos prefeitos dos 54 municípios produtores de cana do Estado durante encontro realizado na manhã desta segunda-feira, 06, na AMA.

Uma carta assinada pelos prefeitos e pela diretoria da Asplana, relatando as perdas provocadas pela estiagem, será entregue na próxima segunda-feira, 13, na AMA, ao ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, e ao senador Renan Calheiros.

“Vamos repassar este documento, reforçando a nossa luta para a conquista de uma subvenção da cana como saída para socorrer os fornecedores. Estamos unindo forças. Diante de um quadro climático tão penoso para a agricultura, ninguém sabe o que pode vir pela frente”, afirmou o vice-presidente da Asplana, Roberto Inojosa.  

A reunião foi coordenada pelo prefeito de Coruripe e vice-presidente da AMA, Joaquim Beltrão, que também fez um alerta sobre os efeitos da estiagem no Estado. “Só em Coruripe dos mil fornecedores de cana, mais de 500 deixaram de cultivar a lavoura. A seca afeta a cana e todas das demais culturas do Estado”, declarou.

Além do debate, o encontro contou ainda com uma palestra que discutiu a “análise agrometeorológica da cultua da cana-de-açúcar nas safras 12/13 e 16/17” realizada pelo pesquisador da Ufal, Iêdo Teodoro. Na oportunidade, foram apresentados estudos sobre as massas de ar que provocam chuvas no Brasil e na região Nordeste e um balanço hídrico da cultura da cana.

“A região canavieira está sofrendo. A cana que foi cortada no início as safra nasceu e está morrendo por falta de chuva. O que foi cortado agora não chegou a brotar. Teremos em 17/18 um ciclo muito pior se nada for feito”, alertou o diretor Técnico da Asplana, Antonio Rosário, que também apresentou uma palestra sobre “a maior crise dos fornecedores de cana causada pela seca”.

“Vivemos um momento difícil. Os mais penalizados são os pequenos produtores rurais que têm uma renda mensal de um salário mínimo. A perda do canavial deles com a seca ultrapassa os 50%”, afirmou o prefeito de Messias e representante da AMA no comitê em defesa dos municípios canavieiros, Jarbas Omena.



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