Esporte

Dívidas trabalhistas podem tirar o CSE do Campeonato Alagoano 2018


Fonte: Globo Esporte Alagoas

07/11/2017 09h03

Com o final de 2017 chegando, as equipes já começam a se preparar para a temporada do ano que vem. Mas, fazendo as contas, o CSE ameaça não participar do estadual de 2018. O motivo é o acúmulo de causas trabalhistas, que gerou ao clube uma divída que pode chegar a R$ 800 mil.

– É verdade [que talvez o CSE não participe do Alagoano], mas nós estamos trabalhando para tentar resolver os problemas. Só que são muitos problemas, muitas ações trabalhistas. As outras dívidas, junto ao INSS, FGTS, Receita Federal, nós estamos pagando. Parcelamos todas e estamos pagando. Agora, as trabalhistas apareceram esse ano, porque são todas de anos passados, 2015 e 2016, e são ações que já foram julgadas e nós não tivemos acesso aos processos. Eles estão chegando, mas já julgados, porque são antigos, e são valores que variam de processo para processo. Tem uns de R$ 42 mil, R$ 48 mil, R$ 50 mil, e eu acredito que nós temos mais de 20 processos executados. Eu ainda não fiz o levantamento junto ao pessoal do Ministério do Trabalho, mas acredito eu que já gira em torno de R$ 800 mil reais – explicou o diretor financeiro do clube, Antônio Oliveira, que apontou o que torna ainda mais difícil a resolução do problema.

– Nós também estamos com dificuldade em resolver. Agora mesmo tem uma ação na Justiça de Aracaju que determinou que a prefeitura não faça nenhum repasse ao CSE enquanto não for pago o valor da dívida. Aí o advogado está trabalhando, mas está complicada a situação, porque se a prefeitura não puder repassar recursos... O futebol do interior só tem essa ajuda.

O diretor financeiro conta que o clube está tentando negociar com os jogadores, mas que isso não resolveria por completo o problema. Segundo ele, a diretoria tem tentado unificar todas os processos ativos.

– Estamos tentando negociar. Hoje mesmo o nosso advogado falou com um atleta, fizemos proposta ele para tentar resolver, só que é uma bola de neve, porque se nós resolvermos com esse, amanhã aparece outro lá dizendo que a via é essa. Então, é complicado. Nós estamos tentando, junto ao Ministério do Trabalho daqui, saber se conseguimos unificar os processos. Até agora não conseguimos, porque as nossas causas são todas em outros estados, não só aqui em Palmeira dos Índios, mas também em Brasília, em Pernambuco, Fortaleza, Aracaju. Isso é em várias varas do trabalho. Acho que temos oito ou dez varas diferentes, aí o juíz daqui não consegue unificar os processos que são de outros locais.

Para ele, isso é um grande obstáculo para a participação do time de Palmeira dos Índios no Campeonato Alagoano 2018.

– Se não resolver as pendências, não se tiver um acordo trabalhista, fica realmente difícil.

Segundo Antônio Oliveira, ainda não foi pensada uma maneira de levantar a quantia de R$ 800 mil, e que provavelmente quem terá essa missão é a nova diretoria.

– De início, nós não estamos pensando ainda [no que fazer]. Talvez no final do ano a gente faça um bingo, mas não anunciamos ainda até porque essa atual diretoria deve estar deixando, então quem deve fazer tudo isso é a nova diretoria. Mas estamos tentando sair deixando tudo encaminhado, porque o que está acontecendo não é da nossa gestão, nossos compromissos nós honramos todos, essas questões trabalhistas são anteriores a essa gestão. Mas como estamos no comando, nós estamos tentando resolver.

Eleições

Entretanto, o mandato da gestão que atualmente comanda o time deve acabar em novembro. Segundo o dirigente, existe a possibilidade de que este mandado se estenda por mais 30 dias, para que tentem resolver, ou pelo menos deixar encaminhada, uma solução para o problema.

– O presidente José Leão de Oliveira afirmou que não tem interesse em continuar. Eu sou diretor financeiro, então, se ele sair eu saio com ele. Mas nós estamos tentando deixar as coisas funcionando. Então, a ideia é que, por exemplo, como não tem ainda uma nova diretoria, é possível que nosso mandato seja prorrogado até o final de dezembro, ou então o presidente do conselho assumiria. Mas é possível que a gente prorrogue o mandato para mais 30 dias, só para resolver essas pendências e o outro que entrar toca o barco.



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