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Após “pressão” de Arthur Lira, ministro do PSDB pede demissão a Temer


Edivaldo Júnior
Fonte: www.edivaldojunior.com.br

14/11/2017 08h33

A reforma ministerial já começou. Em nota a imprensa, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República informa que “O Presidente Michel Temer recebeu na tarde de hoje o pedido de exoneração do ministro das Cidades, Bruno Araújo, a quem agradece pelos bons serviços prestados. O presidente dará início agora a uma reforma ministerial que estará concluída até meados de dezembro”.

A reforma foi iniciada esta semana como o presidente havia combinado, na semana com o líder do PP na Câmara dos Deputados e um dos líderes do Centrão, Arthur Lira. O deputado alinhou o discurso com o Palácio do Planalto depois de uma forte pressão da base aliada fiel a Temer, puxada pelo deputado alagoano, por uma “rearrumação” nos ministérios.

Onde essa reforma vai parar? Na sua carta, Bruno Araújo dá uma pista: deixou o cargo por falta de sustentação do seu partido. Em outras palavras, vai ficar na Esplanada dos Ministérios quem tiver apoio no Congresso Nacional.

A pressão de Arthur Lira e do PP tende a aumentar nos próximos dias. O objetivo do Centrão é concluir as mudanças até o final desta semana. Pra começo de conversa o PP, que já tem o Ministério da Saúde e a Caixa, quer também o Ministério das Cidades – uma Pasta que tem muito dinheiro para ser distribuído com prefeitos, assim com os outros órgãos que estão na cota do partido.

Há sempre um preço a se pagar, mas Lira deve sair fortalecido do processo. Terá, se Temer atender todas as suas sugestões, que é a “proporcionalidade” de cargos com a “fidelidade” das bancadas na Câmara dos Deputados, que trabalhar para entregar como resultado a aprovação da reforma da Previdência – entre outras medidas impopulares.

Repercussão

Leia mais sobre o pedido de demissão de Bruno Araújo
PP reivindica comando do Ministério das Cidades, que era de Bruno Araújo

Leia aqui, na íntegra:

http://blogs.ne10.uol.com.br/jamildo/2017/11/13/pp-reivindica-comando-do-ministerio-das-cidades-que-era-de-bruno-araujo/



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