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Instituições públicas de ensino perdem espaço em hospitais do SUS em AL


Fonte: Redação com agências

13/06/2018 18h02

A carta diz que os plantões dos alunos da Ufal durante o dia serão realizados somente no período noturno e os plantões do turno diurno serão feitos por acadêmicos da faculdade particular. Os estudantes alegam que o aprendizado no turno da noite é deficiente, já que os profissionais, geralmente, estão mais cansados pela rotina do dia e ficam indispostos a repassar o conhecimento.

Em entrevista à imprensa, o coordenador de Internato da Ufal, João Klínio, informou que ainda deve se reunir com a direção do curso para tratar do assunto. "Nós recebemos o comunicado ontem, passamos para a direção e coordenação do curso de Medicina da Ufal para que sejam tomadas as devidas providências. Mas, certamente, vamos tentar negociar para manter os estágios".

O coordenador de Internato afirma que o problema seria resolvido se as faculdades criassem hospitais escolas e seus próprios campos de atuação, assim como a universidade federal tem o seu hospital e compartilha as vagas com os demais cursos. Logo, isso ampliaria a possibilidade de práticas de atuação. 

"Até o momento não perdemos nenhum campo de estágio, existe o afunilamento em algum setores, mas, constitucionalmente, as federais têm a prerrogativa de prioridade e vamos lutar por isso", ressalta o professor. 

Raw Santos, aluno de Medicina da Uncisal, lembra que os acadêmicos da instituição já se manifestaram contra a perda de espaço. 

"As mensalidades das faculdades particulares são de, em média, seis mil reais e as instituições têm dinheiro suficiente para construção do serviço que precisam [referindo-se à construção do hospital escola]", reclama. 
O coordenador administração do Diretório Acadêmico da Uncisal indica que novas manifestações podem vir a ocorrer. 

"Ano passado já perdemos espaço, a Ufal só está começando a perder agora e estamos preocupados com essa redução. Vamos nos reunir com a reitoria da Uncisal ainda essa semana para discutir a questão. Questionamos os contratos de exclusividade. Alguns hospitais fazem serviços específicos - únicos - então estamos correndo o risco de perder o aprendizado em determinadas áreas", acrescenta Cláudio Santos. 

A universitária da Ufal Patrícia Soares enfatiza: "A maior vítima de tudo isso é a sociedade, que vai ter profissionais mal formados, tanto das universidades públicas quanto das particulares. Nós não teremos a quantidade de prática suficiente", conclui.



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