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Comunidade escolar de Cruz das Almas acusa Semed de cometer injustiça


Fonte: Redação JAL

03/07/2018 15h43

A comunidade escolar de Cruz das Almas, mais especificamente da Escola Municipal Padre Pinho, vive momentos de incertezas sobre o futuro. Há 13 meses a diretora geral foi afastada, para uma investigação sobre irregularidades, e a Secretaria Municipal de Educação (Semed) passou a intervir diretamente na gestão do estabelecimento de ensino. 

Na última quarta-feira (27), um grupo formado por professores, conselheiros escolares e até a diretora afastada estiveram reunidos com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal). Eles apresentaram o abaixo assinado da comunidade escolar do Padre Pinho para tentar resolver a situação. 

O imbróglio dessa história é que a investigação está parada e muitos acreditam que o motivo é a falta de provas da Semed. “Existe uma falta de interesse em concluir o processo de investigação. A própria Claudete (ex-diretora) e todos nós sentimos que isso é uma injustiça. É uma condenação que se arrasta há mais de um ano, sem investigação nenhuma”, afirma a professora Silvana Vasconcelos. 

Pelos meios legais, a Semed teria até 60 dias após o afastamento para concluir a investigação, podendo prorrogar mais 60 dias. De lá para cá, foram quase 400 dias de “falta de interesse”, acredita Silvana. Ela observa que, atualmente, a comunidade escolar se encontra desconfiada com os processos de tomada de decisão da interventora da Semed na escola. “A Secretaria colocou um interventor de fora da comunidade escolar. Isso não é permitido. Hoje as decisões estão sendo tomadas de forma deliberada, sem participação do Conselho Escolar, nem mesmo espaço para a comunidade. O pior: eles tentam desqualificar todo o trabalho da gestão que foi eleita de forma democrática”, atenta a professora. 

A diretora afastada, Claudete Fidelis, já havia entrado com pedido judicial, passado o tempo total de afastamento, para retornar às atividades na Padre Pinho. O juiz Antonio Emanuel Dória Ferreira, deferiu, em 21 de junho, o pedido para que seu retorno ocorresse. Porém, não foi isso que ocorreu. “Ela havia retornado, mas afastada novamente, pois a Semed alegou que ela não tinha condições de gerir a escola. Esse argumento não tem fundamento. Em nenhum momento a comunidade se posicionou contra a diretora geral. Ela é muito respeitada e queria por todos”, declara Silvana. 

Com a intervenção do Sinteal, uma reunião com a secretária municipal de Educação, Ana Dayse, será marcada para apresentar a situação da Escola Padre Pinho. “Queremos que a lei seja cumprida. Que se faça a investigação, mas que seja de forma justa. A Semed justifica tudo como uma ingerência na escola. Mas acreditamos que a Ana Dayse não está a par disso tudo. Queremos a volta da diretora e uma transparência na investigação”, aponta a professora Silvana Vasconcelos.



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