Geral

Estiagem prolongada põe municípios alagoanos em alerta


Fonte: Redação JAL com Agências

10/07/2018 16h55

O presidente da Associação dos Criadores de Alagoas, Domício Silva, afirma que o ano será muito complicado para os pecuaristas do Sertão de Alagoas, especialmente para a pecuária leiteira. Já que na região da bacia leiteira do estado de Alagoas a safra de milho e feijão também é dada como perdida, e isso confirma que as chuvas não foram suficientes para encher os açudes das regiões, conforme publicado, nesta terça-feira (10), pelo colunista Edivaldo Junior do jornal Gazeta de Alagoas.

“Já estamos dando entrada no pedido para o estado decretar emergência em nosso município”, informa o secretário de Agricultura de Batalha, Matias Amorim.
Matias avalia também a possibilidade de “salvar” parte da lavoura caso as chuvas do últimos dias continuem. “Tem muitos produtores voltando a plantar milho para a silagem. Caso a chuva segure pelos próximos dois ou três meses, ainda seria possível garantir alguma produção”, finaliza.

Medidas

Hibernon Cavalcante, o superintendente de desenvolvimento agropecuário da Seagri informa que a secretária de Agricultura do Estado já está monitorando a situação na regiões do Agreste e Sertão, e já alerta que a oscilação do tempo prejudicou bastante as lavouras de milho e feijão. 

Alegando seca fraca, por causa das recentes chuvas, o Governo Federal suspendeu a Operação Pipa em 7 dos 37 municípios que possuem reconhecimento federal por estiagem. A Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) está orientando os municípios na elaboração dos seus relatórios para solicitar a retomada da operação.

Os 7 municípios excluídos foram: Craíbas, Coité do Noia, Igaci, Girau do Ponciano, Quebrangulo, Traipu e Lagoa da Canoa. A preocupação dos gestores é que o volume de chuva da região não é suficiente para encher os barreiros e a água potável para consumo humano ainda é escassa.

“Este ano tem sido bastante irregular com um dos piores invernos, maio choveu, junho foi seco, julho choveu um pouco, mas não deu nem para molhar a terra. Os agricultores não conseguem arar as terras para fazer o plantio. Infelizmente, vamos ter prejuízo na agricultura”, afirmou o presidente da AMA, Hugo Wanderley, ao lembrar que são os prefeitos que acabam arcando com o prejuízo de manter os carros pipas nesses municípios.

Trinta municípios continuam na Operação Pipa do Exército: Água Branca, Arapiraca, Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Canapi, Carneiros, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Inhapi, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Major Isidoro, Maravilha, Mata Grande, Minador do Negrão, Monteirópolis, Olho D’água das Flores, Olho D’água do Casado, Olivença, Ouro Branco, Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Pariconha, Piranhas, Poço das Trincheiras, Santana do Ipanema, São José da Tapera e Senador Rui Palmeira.

Hoje o Exército atende 95 mil pessoas, com 140 caminhões pipa nos 30 municípios que possuem decreto de emergência com vigência até agosto desse ano. Para que esses municípios não percam o abastecimento pela operação, AMA e a Defesa Civil do Estado realizarão um mutirão para elaboração de um novo decreto de emergência por seca, na próxima segunda-feira, dia 16, com todos os coordenadores municipais das defesas civis.



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