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Segundo o Instituto Fecomércio, endividamento caiu 1,32% em Maceió


Fonte: Fecomércio-AL

01/12/2019 11h33

Uma pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio AL, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (CNC), constatou que após uma alta no endividamento dos consumidores de Maceió em setembro, houve queda de 1,32% em outubro. Agora, são 196.228 pessoas com dívidas na capital (em setembro, 198.850).

Embora o endividamento geral tenha apresentado redução, o número de endividados que estão atrasando o pagamento das contas aumentou 2% na variação mensal. Assim, subiu para 85.625 (antes, 83.892) a quantidade de pessoas nessa situação. Também houve aumento – embora menor – no volume de inadimplentes, crescendo 0,88% em comparação a setembro, o que representa 55.028 pessoas com contas em aberto (antes, 54.545).

Na opinião do assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), os dados apresentados representam a dificuldade do mercado de Maceió em gerar novos empregos, reduzindo o potencial de renda do trabalho. “Entre janeiro a setembro, Maceió perdeu 1.306 postos de trabalho. E setembro ainda foi um dos poucos meses de maior admissão do que demissão, ocorreu a geração de 419 empregos; 87 deles vendedor do Comércio varejista e 54 vagas como operador de caixa”, observa.

Os dados do desempenho do Comércio em Alagoas, em setembro (último relatório disponibilizado pelo IBGE), mostram alta de 0,4% nas vendas, na variação mensal. Contudo, o desempenho das vendas no período foi 2% menor do que em setembro de 2018. Além disso, de janeiro a setembro, o Estado acumula queda de 2,9% no volume de vendas quando comparado ao mesmo período do ano anterior.

“Se para o Comércio o volume de vendas não tem sido bom, para o setor de Serviços as coisas estão ainda piores. Na variação mensal, houve queda de 0,4% no volume de Serviços e, comparado com o mesmo mês do ano anterior, foi 9,5% menor. E, no ano, o recuo foi de 5,5%”, avalia o economista. Para ele, esses dados reforçam a dificuldade do consumidor da capital em manter as contas em dia e não se tornar inadimplente. “Como o desempenho da economia não é tão bom, os empregos não surgem e a informalidade, que traz uma renda menor, aumenta”, ressalta.

Cartão

A principal dívida do maceioense tem origem no uso do cartão de crédito, representando, em outubro, 84,5% do meio de contração de dívida. Carnês de loja (12,2%) e outras formas (7,4%) contribuíram para as dívidas dos maceioenses.

No universo de inadimplentes, apenas 3,3% indicaram ter condições de quitarem as dívidas, saindo dessa situação. Outros 12,4% informaram que pagarão parcialmente, demonstrando a intenção de negociarem a dívida. Porém, a maioria dos inadimplentes (64,3%) continuarão nesse contexto.

Em média, os consumidores demoram 78,5 dias com atraso de contas ou inadimplentes. Já os endividados permanecem 5,8 meses comprometidos com alguma dívida. Em outubro, os consumidores da capital comprometeram, em média, 27,6% da  renda contraindo alguma dívida.



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