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Maceioenses começam a lotar supermercados


Fonte: Tribuna Hoje

20/03/2020 14h25

Mesmo com entidades nacional e local do setor de supermercados terem manifestado, em nota, que não há riscos de desabastecimento, maceioenses já começam a lotar os estabelecimentos e adquirir alimentos com o objetivo de estocar.

Produtos menos perecíveis, como feijão, arroz, farinha, fubá, óleo de comida, macarrão e outros são os mais procurados. Nos caixas de pagamento, as filas são longas e os estacionamentos têm ficado lotados.

Há também uma busca intensa por produtos de higiene e limpeza – mas não há mais álcool em gel nem álcool líquido a 70%. Papel higiênico é outro item bastante procurado pelos consumidores.

A corrida pelo abastecimento é impulsionada pelo medo de que ocorra um agravamento da epidemia do coronavírus na cidade e determinações legais obriguem todos a isolamento involuntário em casa.

Essa situação já ocorre, por exemplo, na Itália, onde as pessoas precisam cumprir ordenamento numa fila virtual para obter autorização para sair de casa e ir a um supermercado. Nessa situação, é permitido o acesso de apenas uma pessoa de casa vez ao estabelecimento, o que provoca filas virtuais de espera de até uma semana.

Apesar do crescimento da procura, nenhum supermercado acusou ainda falta de qualquer produto e, os mais procurados, têm sido prontamente repostos nas prateleiras. Na nota emitida, os presidentes da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), Raimundo Barreto, e da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Gilton Lima, explicaram que as entidades estão acompanhando o aumento da procura e garantem que, apesar de tudo, não há risco de desabastecimento das lojas em Alagoas.

Eles pedem, no entanto, cautela aos consumidores para evitar aglomeração nos supermercados, em razão de que esse comportamento potencializa o risco de transmissão do coronavírus e outras doenças.

– A população pode fazer suas compras normalmente e, para que não haja grande concentração de pessoas, pedimos aos clientes que escolham horários de menor fluxo. Cada um tem que fazer a sua parte” – disse Raimundo Barreto.

Outra orientação das entidades é que as famílias evitem o hábito de irem juntas aos supermercados e escolham apenas uma pessoa para fazer as compras, diminuindo assim a possibilidade de aglomerações. “O momento pede cautela e consciência dos consumidores. A maioria das fábricas é automatizada e o setor produtivo mantém o ritmo. Portanto, não há necessidade de um consumo excessivo”, ressaltou Gilton Lima.

A ASA e a Fecomércio reforçam, ainda, que a população observe as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde quanto ao isolamento e às medidas de higiene, contribuindo para minimizar as possibilidades de contágio e evitando expor as pessoas do grupo de risco.



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