Inovação

Governo do Estado impulsiona educação nos presídios


Fonte: Agência Alagoas

23/03/2018 14h45

Engana-se quem pensa que o período no cárcere é o fim de um sonho. No sistema prisional alagoano, os reeducandos têm a oportunidade de escrever um futuro promissor, graças ao projeto educativo da Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris). O órgão investe na mudança de vida dos apenados com a oferta de ensino, principalmente, na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Na terça-feira (27), a partir das 19h, a Gerência de Educação, Produção e Laborterapia dará início ao ano letivo de 2018, com o tema ‘Letramento, a arte da escrita no sistema prisional’. A solenidade será realizada no Núcleo Ressocializador, no complexo penitenciário, com a participação dos agentes penitenciários, professores, internos e autoridades do Estado.

A supervisora de Educação, agente penitenciária Genizete Tavares, comenta a temática que será trabalhada no decorrer deste ano. “Aprender a escrita tem como sentido provocar a inclusão das pessoas no mundo, ampliando sua inserção política e participação social. A vivência na sala de aula transforma o cotidiano dos custodiados, e a ressocialização é efetivada”.

Com o início do novo ano letivo, inicialmente serão formadas doze turmas de ensino formal da EJA e, também, haverá a continuidade da oferta de ensino superior a distância, na modalidade EAD, e da qualificação profissional. A expectativa é ampliar a oferta de ensino, que, em 2017, ultrapassou a marca de 458 alunos nas salas de aula das unidades.

Leitura

Nos presídios alagoanos, os agentes penitenciários promovem a educação com ações de incentivo à leitura. Com o projeto Lêberdade, por exemplo, as reeducandas do Presídio Feminino Santa Luzia desenvolvem o ofício da leitura, interpretação e escrita. Caso atendam aos requisitos do Poder Judiciário, há possibilidade de remir até 48 dias na pena, no decorrer de um ano. O projeto deverá ser expandido este ano para unidades masculinas.

Profissionalização

Com a oferta de cursos profissionalizantes, os internos aprendem bons valores e têm mais chances de ingressar no mercado de trabalho após o cumprimento da pena. Em 2017, diversos cursos foram ofertados, dentre eles, eletricista, instalador predial de baixa tensão, oleicultura básica, defensivos agrícolas, conservação do solo, saúde e higiene pessoal e vestimenta.



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