Interior

Região Norte de AL avança para encerrar seus lixões


Fonte: AMA ALAGOAS

09/10/2017 14h42

Os municípios do Norte de Alagoas já começaram os preparativos para dar fim aos seus lixões. Técnicos da Alagoas Ambiental, empresa que irá auxiliar o Consórcio de Municípios do Norte (Conorte) na construção da estação de transbordo, estiveram visitando a área onde a obra será executada. O local adquirido fica na cidade de Porto Calvo, e a visita foi acompanhada pelo prefeito da cidade e presidente do Consórcio, David Pedrosa.

A estação de transbordo é o ponto de transferência intermediária de resíduos que serão coletados nas cidades da região, e posteriormente levados a algum lugar apropriado para descarte. Eles são criados em função da considerável distância entre a área de coleta e o local de destinação final.

Segundo o prefeito David Pedrosa, a maioria dos municípios do norte irá utilizar o transbordo, uma vez que é inviável a construção de um aterro sanitário na área, devido ao seu alto custo de construção e manutenção. O prefeito considera ainda que este é um marco para a região, que, finalmente, irá pôr fim aos lixões, respeitando a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

“Em pleno 2017 não se pode mais tolerar que o meio ambiente e a população sofra com o destarte irregular de lixo. Mas ao mesmo tempo as prefeituras não tem condições financeiras de resolver. Com o consórcio, vimos que a construção do transbordo para uma destinação final correta é a alternativa mais viável. Assim, colocamos fim aos lixões e todos saem ganhando: população e meio ambiente”, destacou.

Estão previstas duas áreas para transbordo, sendo que uma já está em fase de projeto, deve ser inaugurada até o final do ano.
Alagoas ainda possui mais de 50% dos seus municípios destinando lixo de forma irregular. O Instituto do Meio Ambiente (IMA) vem multando essas cidades, uma vez que a Política Nacional de Resíduos Sólidos já determinou o fim dos lixões desde o ano passado. A instalação de um aterro sanitário dentro das normas da legislação ambiental exige um investimento de cerca de R$ 25 milhões, por isso, a alternativa para muitos municípios está sendo a formação de consórcio e as destinação à Centrais de Tratamento já existentes.

“Quando vamos olhar os custos equivalentes fica compatível, porque o lixão também tem seus gastos, como trator para limpeza, transporte, e não é algo legal. É um investimento que vale a pena para deixar a cidade e o meio ambiente bem cuidados. Tenho certeza de que os municípios da região irão tomar essa iniciativa”, afirmou o presidente do Conorte, prefeito David Pedrosa.



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