Justiça

Operação "Placebo" investiga sonegação fiscal de contadores, auditores fiscais e laranjas em AL


Fonte: Redação JAL com Ascom

17/07/2018 13h49

O Ministério Público Estadual (MPE/AL) informa que uma organização criminosa foi responsável por causar um prejuízo de R$ 197 milhões em sonegação fiscal e corrupção no estado de Alagoas. Para maior investigação, foi deflagrada uma operação, nesta terça-feira (17), que visa prender 10 pessoas, sendo uma delas um auditor-fiscal alagoano, todas acusadas de integrar uma organização criminosa especializada em corrupção de agentes públicos, lavagem de bens e falsificação de documentos, dentre outros ilícitos penais.

O Gaesf, promoveu as investigações que iniciaram há cerca de seis meses e descobriu que o esquema de sonegação fiscal ultrapassou as divisas de Alagoas, alcançando mais dois estados nordestinos. O Gaesf está nas ruas, em parceria com os Ministérios Públicos Estaduais de Sergipe e da Bahia.

Com o nome de Placebo, conta com o apoio do procurador-geral de justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, que foi responsável por cumprir 10 mandados de prisão e em média 18 mandados de buscas e apreensões nos estados de Alagoas, Sergipe e Bahia.

Em Alagoas, foram presos o auditor-fiscal Carlos Antônio Nobre e Silva, os testa-de-ferro Márcio André de Lira e Erasmo Alves da Silva Filho e o contador Benedito Alves dos Santos Júnior. Já em Aracaju, foram detidos os empresários Antônio Monteiro dos Santos, Arnaldo Monteiro dos Santos, Vanessa Veras Ribeiro e Jenisson Paulino da Silva Ribeiro.

Por fim, em Feira de Santana, interior da Bahia, havia mandados de prisão em desfavor das empresárias Maria Edenilce Monteiro dos Santos e a filha dela, Sílvia Santos Borges. Porém, elas se encontram na condição de foragidas da justiça.

Os crimes

As investigações apontam um dano ao erário estadual de aproximadamente R$ 197 milhões, valor atualizado até junho deste ano. 

De acordo com o promotor de justiça Cyro Blatter, coordenador do Gaesf, todos os alvos são acusados de formação de organização criminosa, falsificação de documentos públicos e privados, falsidade ideológica, lavagem de bens e corrupção de agente público. Blatter comandou os trabalhos em Aracaju. Já em Maceió, a operação ficou sob a responsabilidade do promotor de justiça Guilherme Diamantaras. 

A Secretaria Estadual da Fazenda, a Procuradoria-Geral do Estado e a Polícia Civil também participam da operação por meio dos seus integrantes que compõem o Gaesf: o auditor-fiscal e gerente de pesquisa e investigação da Sefaz, João Clemente Vasconcelos Júnior, o procurador de Estado Ivan Luiz Silva e os delegados Filipe Caldas e Fabrício Nascimento. O delegado Antônio Edson Oliveira participa da operação na condição de titular da Deccotap - Delegacia Especializada de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública. 



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