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Bovespa oscila após perder patamar de 100 mil pontos; BTG Pactual cai com operação da PF



03/10/2019 12h28

O principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, opera com oscilações nesta quinta-feira (3), chegando a perder o patamar de 100 mil pontos mais cedo, tendo de pano de fundo investidores ainda ressabiados com o cenário da economia global e o risco de uma forte desaceleração, com dados dos Estados Unidos novamente no radar. Na mínima do dia chegou a tocar 99.958 pontos. As ações do banco BTG Pactual eram destaque de queda, chegando a cair mais de 7% durante o pregão.

Às 12h20, o Ibovespa subia 0,47%, a 101.501 pontos. Veja mais cotações.

  • Por volta do mesmo horário, as ações do banco BTG Pactual caíam cerca de 2% em meio ao anúncio de que é alvo de operação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal sobre vazamento de dados sigilosos sobre a divulgação da taxa Selic entre os anos 2010 e 2012; pela manhã, queda chegou a 7%.
  • Banco do Brasil subia ao redor de 3%, descolando da fraqueza do setor bancário no Ibovespa, após anunciar oferta secundária de ações, que deve ser precificada em 17 de outubro.
  • Petrobras caía menos de 1%, em meio à nova queda dos preços do petróleo, assim como a Vale, contaminada pela piora externa, em meio às preocupações com a atividade mundial.

Mais cedo, o Ibovespa chegou a oscilar em território positivo, a 101.274 pontos, refletindo buscas por barganhas, após fechar na quarta-feira com queda de 2,9%, a 101.031 pontos. Foi o maior declínio percentual diário desde 14 de agosto, com dados dos Estados Unidos e potencial nova disputa comercial ampliando receios sobre efeitos nocivos na atividade mundial.

Cenário externo

A guerra comercial entre EUA e China tem afetado as perspectivas de crescimento global e na quarta-feira houve uma piora da disputa comercial entre Washington e a União Europeia, uma vez que o governo do presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que irá impor tarifas sobre US$ 7,5 bilhões em produtos.

Previdência

O Senado concluiu na quarta-feira o primeiro turno da votação da reforma da Previdência. Na véspera, a casa já havia aprovado o texto-base da reforma, por 56 votos a 19. Na ocasião, foi aprovado um destaque que retirou do texto um trecho aprovado pela Câmara que restringia o pagamento do abono salarial. Isso reduziu a economia prevista com a reforma de R$ 876 bilhões para R$ 800 bilhões em dez anos.

A proposta ainda terá de passar por um segundo turno de votação. Senadores condicionam a votação à aprovação de pautas do pacto federativo, que flexibiliza os orçamentos públicos e a transferência de recursos da União a estados e municípios.

 



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