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Nacional

Doria defende criação de chapa Covas-Joice em SP e vê Lula como peça central


Fonte: Notícias ao Minuto

25/11/2019 16h00

O governador João Doria (PSDB-SP) defendeu explicitamente a composição de uma chapa em que a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) seja candidata a vice do prefeito paulistano Bruno Covas (PSDB), que buscará a reeleição em 2020.
  
Ele também situa o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recentemente libertado da prisão, como ator central no pleito municipal do ano que vem.

Sobre a chapa Covas-Joice, Doria foi claro. "Por que não? O Bruno será reeleito. A Joice é uma brilhante deputada, pessoa com boa formação e com quem tenho uma relação de muitos anos."

Depois, ele repetiu o bordão segundo o qual "quanto mais próxima estiver do Bruno, mais felizes ficaremos", completando com uma avaliação: "E acredito que os eleitores, porque ela complementa bem o perfil do Bruno", disse.

Com isso, o governador paulista consolida o que vinha insinuando desde que o PSL implodiu, dando origem a um novo partido que está sendo montado pelo presidente Jair Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil. Joice vinha se colocando como a candidata de Bolsonaro à prefeitura, mas acabou rompida com o presidente e seus filhos -que estão de saída do PSL. Com isso, perdeu seu principal ativo, caso siga na agremiação.

A deputada é uma aliada de Doria, de quem crescentemente passa a depender como padrinho. Conhecida pelo estilo intempestivo, Joice segue dizendo que é candidata, mas o rebaixamento da pretensão parece ser um caminho natural.

Embora não tenha elaborado, o governador falou em complementariedade de estilos porque o prefeito e a deputada são bastante diferentes. O tucano é mais comedido, introspectivo, enquanto Joice é extrovertida e busca sempre enfrentamento.

"Não quero aqui antecipar o processo, temos tempo, é uma definição para abril do ano que vem. Mas se isso avançar [a chapa Covas-Joice], terá os bons olhos do governador de São Paulo".

Doria voltou a negar que haja qualquer plano B no PSDB para a eventualidade de o tratamento de um câncer no trato digestivo impossibilitar a tentativa de reeleição de Covas.

A doença do prefeito embaralhou as cartas de uma disputa que já estava confusa. Antes da revelação, Covas vinha sofrendo pressões veladas dentro do partido para que ele não buscasse a reeleição, dado que pontuava mal em pesquisas internas.

As primeiras sondagens após o anúncio da doença, segundo dizem caciques tucanos, indicam que houve um salto no conhecimento da figura do prefeito, seguido por empatia devido à delicada situação.

Em privado, ainda assim mesmo aliados do prefeito discutem a possibilidade de ele não poder concorrer. Em São Paulo, circulou na semana passada o nome da senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) como uma eventual substituta de Covas.

Ela se encaixaria no perfil que o partido vem buscando para o pleito do ano que vem. Embora não tenha falado em seu nome, Doria disse que "o PSDB está bastante orientado em buscar candidaturas de jovens e mulheres, prioritariamente".

A eleição paulistana é essencial para o plano não-declarado de Doria de tentar a Presidência em 2022, dado o peso político e eleitoral da capital. Além de Covas e Joice, ele tem na disputa outros nomes que o apoiam, como Filipe Sabará (Novo) e Andrea Matarazzo (PSD).



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