Nacional

Brasil tem 431 mortes e 10.278 casos confirmados de coronavírus


Fonte: O Globo

04/04/2020 18h47

O número de pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus no Brasil subiu para 10.278  e o total de mortes chegou a  432 . Os dados foram divulgados neste sábado pelo Ministério da Saúde. No balanço da sexta-feira, o total de infectados era 9056 e os mortos eram 359. O ministério corrigiu a informação inicial de 431 mortes, não estava contabilizado um óbito em Mato Grosso.

O aumento no número de mortes foi o maior desde o início da pandemia. Em 24 horas, foram registrados 72 óbitos pela Covid-19. Em relação ao total registrado na sexta-feira, o crescimento foi de 20%.

O número de casos confirmados aumentou 13% e a taxa de letalidade é de 4,2%. Os estados do Acre e Tocantins  não registraram nenhuma morte. 

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo dos Reis, afirmou ser normal o crescimento do número de casos e de óbitos nos próximos dias:

— Daqui pra frente todos os dias os números de casos vão bater o recorde do dia anterior. E provavelmente, todos os dias o número de óbitos vai bater o recorde do dia anterior. Isso é esperado que aconteça, até um determinado momento.

São Paulo segue como o estado que lidera a quantidade de casos confirmados e de mortes registradas: são 4466 casos e 260 mortes.

O Rio de Janeiro está em segundo lugar e registrou 1246 casos da doença e 58 mortes.

O Ceará tem o terceiro maior número de casos confirmados: 730. Lá, 22 pessoas morreram da doença.

Já o Distrito Federal tem o quarto maior número de casos registrados: 454. Desse total, sete pessoas morreram.

Perfil das vítimas

Em relatório divulgado na noite de sexta-feira, o Ministério da Saúde divulgou um detalhamento do perfil das vítimas fatais até o momento. Entre os 359 óbitos confirmados até aquele momento, 286 já possuíam investigação concluída, diz o ministério. Destes, 165 (57,7%) foram do sexo masculino. Já com relação à idade, 242 ou 85% dos casos de óbito por Covid-19 registrados tinham 60 anos ou mais.

O boletim também reforçou a prevalência de fatores de risco para o agravamento da infecção pelo novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, em 82% dos óbitos havia uma comorbidade associada.

Cardiopatias foram as mais frequentes: em 57,5% dos casos investigados (164 óbitos), essa foi a principal comorbidade citada — e em 155 mortes, o paciente tinha 60 anos ou mais.

Em seguida vieram descrições de diabetes (40% dos óbitos investigados), pneumopatia (45%) e doenças neurológicas (10,5%). Casos de insuficiência renal, obesidade e asmas também foram citados, em menor destaque.



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