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AL pode perder mais de R$ 30 milhões com decisão da ANAC


Redação
Fonte: Jornal de Alagoas

12/05/2018 18h27

Em portaria publicada no Diário Oficial da União na última segunda-feira, 7, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) proibiu o aeroporto Zumbi dos Palmares, além os aeroportos Gilberto Freyre, de Recife e Santa Maria, de Aracaju, de receber novas rotas de voo.

Ficam mantidos nestes aeroportos apenas os voos que aprovados até o final de abril. A proibição, que vale inicialmente por 90 dias, pode afetar diretamente o setor de turismo de Alagoas.

Durante a temporada de junho e julho, o estado costuma receber diversos voos extras – tanto nacionais quanto internacionais.

Somente em julho de 2017, Alagoas chegou a receber, de acordo com levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Estado (Sedetur) cerca de 17 mil passageiros, vindos em 164 voos extras que desembarcaram no aeroporto de Maceió.

Este ano, se a proibição da ANAC for suspensa, a previsão é que o Estado receba até 20 mil passageiros de voos extras. Esses passageiros normalmente compram pacotes de viagem que, inclui o trasporte aéreo e hospedagem, e custam cada um em média R$ 1,5 mil. As perdas, somente com estes pacotes podem passar dos R$ 30 milhões para a economia de Alagoas.

O secretário da Sedetur, Rafael Brito, vem acompanhando de perto o problema. “Já fui procurado por diretores de companhias aéreas que estão preocupados demais com essa proibição. É lamentável que isso tenha ocorrido justo no momento que estamos realizando um trabalho para a ampliação de voos nacionais e internacionais para Alagoas”, afira Brito.

A expectativa do secretário, no entanto, é que seja dada uma solução nos próximos dias. “Eu conversei com o deputado federal Maurício Quintella (PR), que foi Ministro dos Transportes e tem bom trânsito no setor. O deputado já começou a conversar com o pessoal da Infraero, ANAC e do próprio Ministério dos Transportes. A nossa expectativa é que uma solução seja anunciada na próxima semana”, aponta Brito.

“Não tenho dúvidas que esse ano o fluxo de turistas será maior, se isso realmente foi resolvido agora”, afirma o secretário da Sedetur, Rafael Brito.

Rafael Brito, secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas
Aeroporto de Maceió


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