Negócios

Renan Filho reduz carga tributária do setor sucronergético


Redação
Fonte: Jornal de Alagoas

27/07/2018 09h38

Depois de 19 anos sem conseguir competir no mercado interno, o setor sucroenergético de Alagoas conseguiu que o governador Renan Filho conseguisse assinar um decreto para redução da carga tributária. O objetivo é conseguir mais espaço para comercialização dos produtos da cana no estado. 

O decreto foi assinado em reunião no Palácio dos Palmares, nessa quinta-feira (26). O governador Renan Filho acredita que essa é uma aposta para tentar aumentar a produtividade no setor. 

“Acreditamos na retomada da atividade econômica a partir do aumento da produtividade. Fizemos isso com outros setores. Esperamos aumento de produção, aumento do emprego e renda e um retorno para a economia do estado”, afirma Renan Filho. 

O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, explica que o ponto de partida para vencer a crise foi com a assinatura do decreto, mas ainda há um caminho a percorrer. “Amanhã não teremos 25 milhões de toneladas de cana na próxima safra. Mas antes nós só produzíamos e colocávamos no navio, não tínhamos como competir. Agora, os empresários já terão na próxima safra produtos com margem maior, melhorando seu fluxo de caixa”, atenta Nogueira. 

Edgar Filho, que representa sete mil fornecedores de cana de Alagoas, acredita que esse é um momento histórico para o estado. “Esse decreto vai desonerar todo o setor e as unidades industriais. Com esse incentivo do governo, acreditamos que podemos retomar a produção. Além disso, terá um reflexo direto no ATR. As usinas vão mudar a comercialização para o mercado interno e isso reflete no preço base do fornecedor de cana”, explica o presidente da Asplana. 

Na prática, o setor sucroenergético passará a ter um crédito presumido maior. O imposto vai cair de 17% para 7%, mesmo percentual que é praticado em outros estados, como Pernambuco. Com a desoneração do ICMS, será possível que os produtos circulem mais no mercado interno, o que deve resultar no aumento de arrecadação para o estado.



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