Negócios

Confiança do empresário no Comércio de Maceió cresce



28/05/2019 15h22

Enquanto os indicadores nacionais apontam queda da confiança do empresário do Comércio (e também da Indústria), em Maceió o indicador cresceu 1,5% em abril, conforme pesquisa sobre o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) realizada pelo Instituto Fecomércio AL, em parceria com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Em termos anuais, o percentual registrado em abril deste ano é 10,5% acima do alcançado em abril de 2018, fato que, segundo o assessor econômico da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio AL), Felippe Rocha, demonstra que os empresários confiam que o faturamento e as condições econômicas serão melhores ao longo do ano.

“Os empresários do Comércio ainda acreditam nas políticas que desejam ser implementadas pelo Governo Federal, como a Reforma da Previdência e, talvez, a reforma tributária. E essa confiança mantém os investimentos circulando”, observa Felippe. “Tanto que no Dia das Mães a contratação de temporários subiu 8%, embora os níveis de investimento no período não tenham apresentado elevação”, complementa.

Sub indicadores

Na análise dos sub indicadores, todos apresentaram variação positiva. Em curto prazo (abril), os dados apontam crescimento de 2,7%, sendo puxado pelas condições atuais das Empresas do Comércio (+3,5%). “Isto sinaliza que as vendas de abril foram satisfatórias para os empresários, superando suas expectativas”, avalia o assessor.

Na expectativa de médio prazo (até o final do ano), o otimismo com a economia e o faturamento se elevou apenas 0,3% em relação ao mês de março, tendo o sub indicador de otimismo com as vendas se elevado 1%.

Por último, a variação mensal apresentou crescimento de 1,9%, puxado por um incremento de 8% na intenção de contratar funcionários para atender as demandas do Dia das Mães e Dia dos Namorados. Contudo, houve redução de 1,8% tanto na intenção de novos investimentos, quanto nos estoques. Assim, “o efeito das contratações se torna muito baixo, já que o potencial de crescimento da economia gira em torno dos Investimentos e da Formação Bruta de Capital Fixo, que demanda ainda mais recursos e insumos”, analisa.



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