Política

Nonô solta o verbo: Téo pode deixar Rui Palmeira sem legenda em 2018


Fonte: Edivaldo Júnior

07/10/2017 13h36

Rui Palmeira só fica no PSDB se quiser “arriscar”. O aviso é de ninguém menos que o ex-vice governador e atual secretário de Saúde de Maceió.

O que Nonô diz, sem meias palavras, é que Teotônio Vilela Filho já teria um acordo para disputar o Senado em dobradinha com Renan Calheiros (PMDB) em 2018.

Essa aliança – formal ou não – deixaria o prefeito de Maceió sem legenda para disputar o governo no próximo ano, como se especula.

Em entrevista a um site local que ele próprio publicou em suas redes sociais, esta semana, Nonô revelou que Rui Palmeira procurou dirigentes do diretório nacional do PSDB para evitar uma eventual “surpresa” de Téo Vilela.

Para Rui ficar imune ao acordo entre Téo e Renan, José Thomaz recomenda que o prefeito de Maceió mude de partido – o quanto antes.

Esse “filme”, segundo Nonô, Alagoas já viu em 2014, quando Téo era governador e ele vice, e o PSDB teria optado por não escolher candidatos competitivos – caso do próprio e do senador Benedito de Lira (PP-AL).

“A aliança Téo e Renan está funcionando a todo vapor. E isso não é tranquilizador para qualquer candidato. Acho isso porque, no fim do governo Téo achou uma maneira elegante de não ter candidato. E essa desconfiança foi corroborada recentemente, quando Renan Filho cooptou diversos prefeitos e quadros do PSDB, sem nenhuma reação do grande comandante do PSDB para convencê-los do contrário. Como o Rui vai ser candidato de um partido cujo comando vai votar no senador Renan Calheiros?”, questiona Nonô.

DEM pode ser o novo partido de RUI

Presidente do DEM em Alagoas, Nonô revela que colocou a sigla à disposição do prefeito. Sua filiação ao partido, diz (confirmando informações que já circulam na mídia local e nacional) conta com aval de lideranças como o presidente da Câmara Rodrigo Maia e o prefeito de Salvador-BA, ACM Neto.

Em busca de garantias

A “preocupação” de Rui Palmeira já foi, segundo Nonô, levada ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e deverá ser apresentada ao presidente interino do PSDB, Tasso Jeireissati, e ao próprio Téo Vilela.

“Mas o que estou dizendo não é nada litigioso, não! É uma cautela natural que quem quer ser candidato deve ter, que é ter certeza de que será o candidato do partido e, mais do que isso, não será obrigado a aceitar condições das quais discorde. Téo pode dizer: ‘Não! O Rui tem a minha palavra!’. Ótimo. Felizes os que acreditam nela”, cutuca.

Nonô diz que não basta o PSDB dar a garantia da legenda para Rui ser candidato a governador. “O Rui precisa escolher livremente quem são os candidatos ao Senado e vice, na hipótese de ele disputar o governo. Mas e se Rui quiser ser candidato ao Senado? O que fará o Téo Vilela? Não é complicado. É cristalino! Tem que sair de lá o mais rápido possível!”, disse Nonô.



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