Política

Não escolho e não veto, diz Maia sobre reforma ministerial de Temer

Presidente da Câmara avalia que trocas não vão influenciar aprovação de matérias importantes, a exemplo da reforma previdenciárias

Por Notícias ao Minuto 23/11/2017 12h12
Não escolho e não veto, diz Maia sobre reforma ministerial de Temer


O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que o encontro entre o presidente Michel Temer, os deputados da base e alguns economistas deve ajudar a convencer os parlamentares a aprovar a reforma da Previdência. Maia afirmou que o novo texto, apresentado na noite de ontem, está melhor explicado, porque prova que a reforma não vai retirar direitos. Ele reafirmou que o objetivo é corrigir a distorção existente entre o setor público e privado.

 
 
“A comunicação no primeiro semestre ficou muito confusa, e gerou nas pessoas uma expectativa de que vinha para tirar direitos. A reforma vem para desmontar uma distorção na qual os que ganham menos, financiam os que ganham mais. E, se conseguirmos resolver isso, vamos conseguir uma economia muito grande”, disse o presidente. As informações são da Agência Câmara.

Apoio

Questionado pela imprensa sobre a baixa adesão dos deputados ao jantar oferecido pelo Planalto, ontem (22), Rodrigo Maia disse que, ontem, houve muitas atividades envolvendo os parlamentares, como posse de ministro e sessão do Congresso, e que isso pode ter contribuindo para o baixo quórum no encontro. Ele explicou que as apresentações dos economistas foram didáticas e serão utilizadas para convencer os parlamentares da importância da reforma.


A versão apresentada é um pouco mais simples do que a aprovada em maio em uma comissão especial. Ela reduz o tempo de contribuição na iniciativa privada, mas mantém as regras de transição e as idades mínimas de aposentadoria no futuro.

O texto exclui os artigos relativos ao trabalhador rural e à concessão do benefício assistencial aos idosos e às pessoas com deficiência (BPC). Para o serviço público, não há mudanças em relação ao parecer da comissão especial.

Prazo

Maia reconheceu que o prazo para votação é curto, mas ressaltou que a reforma é urgente. “O que a gente faz? Deixa o Brasil entrar em 2018 e projeta para 2019 uma crise fiscal enorme que pode tirar investimentos e desmontar toda recuperação econômica dos últimos 12 meses?", questionou.

Maia também foi questionado se a reforma ministerial pode gerar atrito na base e prejudicar a votação na Câmara. Ontem, o Planalto chegou a divulgar agenda informando a posse do deputado Carlos Marun (PMDB-MS) para o cargo de ministro da Secretaria de Governo, no lugar de Antônio Imbassahy (PSDB-BA), na mesma cerimônia que empossou Alexandre Baldy para o Ministério das Cidades, mas voltou atrás e manteve o tucano no cargo.

Maia disse que isso não vai influenciar na aprovação do texto, mas que essa atribuição é do presidente da República.

“O tema das mudanças ou não do governo, tem que ser tratado pelo governo. Não vai influenciar para que consigamos aprovar matérias importantes. Isso é um problema do presidente Temer e nosso papel é continuar nossa agenda. Não escolho e não veto, se me consultar, eu dou a opinião, mas não participo dessa decisão”, disse Rodrigo Maia.