Política

Esquerda terá terceira via em Alagoas


REDAÇÃO
Fonte: www.edivaldojunior.com.br

11/03/2018 13h45

Duas grandes forças da política alagoana vão as urnas em outubro em busca da aprovação do eleitor alagoano.

O time de Renan Filho (MDB) já está praticamente escalado. O governador vai à reeleição, tendo como companheiros de chapa o para o Senado Renan Calheiros (MDB) e, mantido o quadro atual, Marx Beltrão (MDB). Luciano Barbosa continua com a bola no pé para emplacar mais uma vez de vice.

O time de Rui Palmeira tem jogadores conhecidos, mas está longe de definir a escalação. Todos esperam que o “craque” diga se vai ou não entrar em campo. Enquanto o prefeito não se decide, Benedito de Lira (PP), Maurício Quintella (PR) e Rodrigo Cunha (PSDB), se apresentam para jogar nas duas vagas de senador. A de vice, bom, deixa pra lá. Se ainda não tem o “titular”, como esclar o reserva?

Se depender da disposição da esquerda alagoana, os times de Renan Filho e Rui Palmeira não vão disputar sozinho o campeonato eleitoral deste ano.

Não falo só da possibilidade de lançamento de uma chapa do PSB de JHC, que continua valendo.

O presidente do PSOL em Alagoas, Gustavo Pessoa, anunciou esta semana que o partido vai lançar uma chapa completa em Alagoas, com candidato para todos os cargos maioritários e “uma chapa forte e competitiva pra assembleia legislativa”.

O PSOL avalia – com toda razão – que existe uma parcela do eleitorado que busca uma alternativa .
“Os movimentos das principais lideranças no estado projetam uma reorganização em torno das candidaturas de Renan Filho e Rui Palmeira. Programaticamente nós entendemos que as diferenças entre as duas candidaturas são muito incipientes. Com base nesse cenário iremos apresentar nossas candidaturas e esperamos apontar com isso uma terceira via”, enfatiza Gustavo.

Com Boulos

O presidente do PSOL em Alagoas, Gustavo Pessoa, participou, nessa sexta-feira, 9, em São Paulo,

da convenção do partido que definiu Guilherme Boulos como pré-candidato a presidência. Lá ele consolidou a estratégia no estado. Além de trabalhar aqui para construir um palanque para o líder dos sem teto, o partido vai tentar evitar que o eleitor fique sem opções: “Estamos projetando um cenário de polarização na próxima eleição em Alagoas. Existem eleitores que buscam alternativas esses polos e não podemos deixar esse eleitor anular seu voto”, aponta Pessoa”.

Jogar contra favoritos não é tarefa fácil. Mas não custa a Gustavo, ao PSOL e a esquerda torcer por uma “zebra”, afinal quem decide esse jogo é a “torcida”.



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