Política

“Oposição” pode perder o DEM de Thomaz Nonô


Redação
Fonte: Jornal de Alagoas

16/05/2018 13h19

Desde a desistência de Rui Palmeira (PSDB) em disputar o governo que o grupo que se autointitula de “oposição” começou a rachar. O PR do deputado federal Maurício Quintella foi o primeiro a partir em busca de novos ares, desembarcando na base de apoio do governador Renan Filho (MDB).

Novas baixas são esperadas após o deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) não ter aceito disputar o governo, preferindo se lançar ao Senado. Existe, segundo informações de bastidores, um racha entre o PP e o PSDB. A divisão é motivada por uma candidatura que contraria os planos de reeleição de Benedito de Lira (PP) para o Senado.

O grupo, no entanto, está na iminência de se redesenhar completamente. O PROS do deputado estadual Bruno Toledo, está priorizando as coligações proporcionais e vai para onde for melhor para seus candidatos. 

O DEM de José Thomaz Nonô, não só prioriza as proporcionais. O partido busca aliança numa chapa majoritária que tenha um candidato a governador competitivo – condição que Nonô considera muito importante para os planos do partido este ano em Alagoas.

Em entrevista a um site local, Nonô revela que no atual cenário o partido está livre e desimpedido para tomar o rumo que for melhor para seu projeto. “Trabalhei pesadamente pela candidatura de Rui Palmeira. Meu compromisso era com o Rui Palmeira (PSDB), mas desde que ele disse que não é candidato ao o governo, me reservo ao direito de fazer a opção mais adequada no momento correto”, afirma.

Segundo o próprio Nonô, o momento certo será final de junho. “Tenho que cuidar dos candidatos do DEM. Não tenho condições de eleger um candidato a governador. Quero ver quem vai se apresentar e quando vai se apresentar, para fazer minhas escolhas para governo e o Senado. O quadro modifica todo o dia. Agora é esperar que baixe a fervura”, aponta.

Até lá, o DEM vai se dedicar às eleições proporcionais - inclusive a do próprio Nonô, que quer voltar para a Câmara dos Deputados.

Com bons anos na política, Nonô explica “que quaisquer candidaturas proporcionais precisam de uma candidatura ao governo. Vamos esperar. Temos até fim de junho para exercer a opção. Meus longos anos de militância diz que é preciso estar atrelado a um projeto majoritário”, enfatiza

Para bom entendedor, meia palavra basta. Sem um nome competitivo, a oposição poderá ficar resumida a um ou dois partidos.



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