Política

Tucanos seguem divididos após apoio a Collor


Redação com Agência

09/08/2018 15h09

O partido tucano segue dividido após o anúncio da candidatura do senador Fernando Collor (PTC) à vaga no governo do estado. Mesmo o vice da chapa sendo Kelmann Vieira, presidente da Câmara Municipal de Maceió (CMM), e do PSDB, não foi suficiente para agradar os tucanos mais destacados.

O que foi responsável pela ausência dos principais nomes do PSDB na convenção que homologou a candidatura de Collor ao governo. 

Rodrigo Cunha, candidato ao Senado, anunciou que fará campanha independente, enquanto o ex-governador Teo Vilela declarou publicamente não votar em Collor em hipótese alguma. 

Agora, Tereza Nelma, candidata a deputada federal. Postou em suas redes sociais vídeo onde diz que a "colocaram ao lado de pessoas que nunca defenderam os que mais precisam". Em entrevista à Tribuna, Tereza explicou que nunca trabalhou com políticos "dessa natureza" e que a perspectiva do partido era uma e, de repente soube da candidatura do senador. "Recebi ligações ‘venha, venha, venha’, eu não fui esperando pronunciamento. Continuo candidata, mas demarcando meu espaço”.

Quando questionada se terá a mesma posição de Teotonio Vilela Filho, a vereadora respondeu: "Sim, sim, sim". 

O bloco partidário formado por PSDB, DEM, PROS e PP tinham a ideia que o prefeito Rui Palmeira disputasse a vaga no governo, mas o grupo buscou outro nome logo após seu anúncio de não candidatura, surgindo assim, nomes como o de Tereza Nelma, do atual vice Kelmann Vieira, Marcelo Palmeira (PP) - vice-prefeito de Maceió e do vereador Eduardo Canuto que já era "dado como certo".

Também em entrevista à Tribuna, Canuto que é líder da base de apoio de Rui Palmeira na CMM disse: “quando fui convidado para encabeçar a chapa, era para encabeçar a chapa, quando surgiu outra composição, voltei à candidatura de federal”. Questionado se vota em Fernando Collor, Eduardo Canuto diz que “ele é o candidato do partido”.



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