Política

Decisões de Collor que mudaram as eleições de AL


Redação com Agência
Fonte: Gazetaweb

16/09/2018 08h55

Não é segredo para ninguém. O grupo de oposição não tinha candidato competitivo ao governo. O primeiro a desistir foi prefeito Rui Palmeira (PSDB). O deputado estadual Rodrigo Cunha (PSDB) teve o nome lançado à disputa, mas saiu pela tangente.

Em busca de um nome, lideranças do grupo convenceram o senador Fernando Collor (PTC) às vésperas da convenção.

O lançamento da candidatura de Collor, no dia 5 de agosto, mudou a campanha, enriqueceu o debate e deu à oposição o palanque que ela tanto queria.

Como reflexo, o governador Renan Filho (MDB), candidato à reeleição mudou visivelmente sua estratégia eleitoral.

Na primeira pesquisa Ibope divulgada apenas 10 dias após a convenção, em 15 de agosto, Collor apareceu com 22%, mostrando que estava na disputa.

O que se esperava, a partir dali, era que o grupo de oposição cumprisse o prometido: unir forças em torno de um só palanque. Não foi o que se viu. Prefeitos dos partidos de oposição, especialmente PP e PSDB esvaziaram o palanque de Collor e do senador Benedito de Lira (PP). O PSDB não só fez corpo mole, como alguns dos seus candidatos trabalharam para enfraquecer as candidaturas de Collor e Biu.

Nos últimos dias, a falta de unidade se tornou mais visível.

A decisão que Collor tomou nessa sexta-feira, quando anunciou sua desistência da disputa pelo governo, segundo alguns dos seus amigos mais próximos, não poderia ter sido outra.

“Com a história que ele tem, não poderia continuar. Não houve reciprocidade. Collor foi convidado para liderar um projeto que enriqueceria o debate, dando ao alagoano uma alternativa viável de escolha. No entanto, muitos daqueles que pediram que Collor fosse candidato, desapareceram durante a campanha”, relata um amigo do senador.

Assim como a decisão do dia 5 de agosto, quando aceitou ser candidato, Collor muda novamente o rumo das eleições em Alagoas ao retirar sua candidatura. O governador Renan Filho (MDB), que já aparecia como favorito no início da campanha, terá muito provavelmente uma eleição tranquila.

A oposição terá até esta segunda-feira, 17, para apresentar um nome e dificilmente conseguirá encontrar um candidato competitivo.

Mas se a eleição para o governo esfria de um lado, a disputa para o Senado deve esquentar ainda mais. A disputa pelas duas vagas será ainda mais dura.



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