Política

Presidente Venezuelano toma posse e chama Bolsonaro de Fascista


Fonte: Notícias ao Minuto

10/01/2019 14h57

O governo Maduro é acusado por organismos internacionais de cometer delitos de lesa humanidade. Há cerca de 4.000 presos políticos em prisões por todo o país, como o Helicóide e a chamada "tumba", ambas em Caracas, onde foram reportadas sessões de tortura. Há ainda pessoas detidas sem julgamentos.

Estavam presentes no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), onde ocorreu a cerimônia nesta quinta, alguns chefes de Estado alinhados a Maduro. Entre eles, o presidente boliviano Evo Morales, o de El Salvador, Sánchez Cerén, o dirigente cubano Miguel Díaz-Canel, o ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, assim como representantes ou delegações de Turquia, Rússia, Bielorrússia, México, Argélia, China, Palestina, Egito, Índia, África do Sul, Iraque, Líbano e países caribenhos, entre outros.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, viajou para acompanhar a posse em Caracas.

Já a União Europeia, EUA e 13 integrantes do Grupo de Lima (do qual o Brasil faz parte) não enviaram representantes. A maioria não reconhece a reeleição de Maduro. A exceção no Grupo de Lima é o México, que não quis se pronunciar contra e enviou representantes à posse.

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, mandou uma mensagem via redes sociais dizendo que "os EUA não reconhecem a posse ilegítima do ditador Nicolás Maduro. Vamos continuar a aumentar a pressão sobre esse regime corrupto, apoiar a Assembleia Nacional democrática e pedir por democracia e liberdade para a Venezuela".

A União Europeia, por meio de sua porta-voz, Maja Kocijancic, disse que "os Estados-membros não participarão da cerimônia de posse e continuaremos a pedir novas eleições, que se efetuem de acordo aos padrões internacionais".


 
O governo colombiano se pronunciou por meio de sua vice-presidente, Marta Lucía Ramírez, que gravou uma mensagem dizendo: "Hoje quero convidar o mundo inteiro para que todos, sem importar qual seja a religião que professem, ponham seu coração e sua energia, para pedir a Deus que haja uma saída pacífica da ditadura venezuelana, que permita que esse país recupere a democracia".

O presidente paraguaio, Mario Abdo Benítez, anunciou que seu país está cortando as relações diplomáticas com a Venezuela.

O ato começou às 10h locais (12h em Brasília), com um passeio em carro aberto de Maduro e a mulher, Cilia Flores, pelas ruas do centro de Caracas. Somente militantes pró-chavismo eram vistos, vestindo camisetas e bonés com as cores da Venezuela e com bandeiras do país.

As imagens das TVs alinhadas ao governo mostravam grande quantidade de gente acompanhando Maduro e no entorno do TSJ. Os ângulos a partir dos quais as imagens foram tomadas, porém, não permitiam ver se havia uma grande multidão ou se tratava de um grupo concentrado de militantes.



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