Política

MPE vai investigar nomeação de parentes da deputada Thaise Guedes para a ALE


Fonte: Painel de Notícias

21/01/2019 16h49

O Ministério Público de Alagoas (MPE/AL) iniciou um processo de apuração sobre o caso envolvendo a nomeação de parentes da deputada Thaise Guedes (PTB) em cargos na Assembleia Legislativa Estadual (ALE). A informação foi confirmada pela assessoria do MPE. Os parentes da parlamentar iriam receber até R$ 25 mil como salários do parlamento. 

Na última sexta-feira (18), os familiares de Thaíse Guedes foram exonerados, segundo publicação do Diário Oficial Eletrônico da Assembleia Legislativa (ALE). O caso ganhou repercussão. 

 

Segundo o MPE, a apuração deve ficar a cargo do Núcleo de Patrimônio Público, que vai avaliar a situação e adotar os procedimento cabíveis ao caso.

A deputada Thaise Guedes, que não se reelegeu na eleição de 2018, nomeou o marido, a irmã e a tia para funções na ALE, como o último ato parlamentar. Os salários chegavam a R$ 25 mil cada, chegando a um valor total de R$ 100 mil.

As nomeações foram publicadas no Diário Oficial do Estado, do 2 de janeiro. Já o Diário Oficial Eletrônico da Assembleia Legislativa (ALE) da última sexta-feira (18), trouxe a exoneração dos parentes da deputada. 

Na publicação, constam os atos de exoneração assinados pelo diretor de Administração de Pessoal da Assembleia, Darlan Cavalcante das Neves. Os servidores comissionados exonerados são Rodrigo Manuci do Carmo, Thayane de Souza Guedes, Edna Maria dos Santos Silva e Rosimeire do Nascimento Azevedo.

A deputada foi procurada para falar sobre as nomeações, mas não quis se manifestar.

Deputada indiciada

A deputada estadual Thaise Guedes, já foi indiciada, pela Polícia Federal (PF), por suspeita de participação em um esquema criminoso que desviou recursos da Assembleia Legislativa de Alagoas entre os anos de 2010 e 2013. A parlamentar e outros deputados são investigados por desvios que podem ter provocado um prejuízo de até R$ 15 milhões aos cofres públicos. De acordo com a PF, servidores vinculados ao gabinete da deputada receberam indevidamente valores que somam R$ 220 mil.



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