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Política

Ex-secretário de Renan Filho e Teo Vilela é procurado por desvio de recursos


Fonte: Gazetaweb

09/10/2019 11h19

O ex-secretário de Prevenção à Violência do governo Renan Filho (MDB), Jardel Aderico, está sendo procurado pela polícia, que tenta cumprir mandado de prisão preventiva em seu desfavor. Ele também é ex-secretário da gestão de Teo Vilela. Segundo o MP, o ex-gestor está fora de Maceió. 

A Operação Calvário V foi desencadeada, na manhã desta quarta-feira (9), para combater desvio de recursos públicos estaduais, corrupção e lavagem de dinheiro, em João Pessoa/PB, Santa Rita/PB, Mataraca/PB e em mais 04 (quatro) estados. Participam da operação Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO/MPPB), pela Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (CCRIMP), Controladoria-Geral da União (CGU), pelo Ministério Público Federal (MPF), Polícia Federal (PF) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), com o apoio dos Ministérios Públicos dos Estados de São Paulo, Alagoas e Paraná.

De acordo com a investigação, o grupo foi responsável pela prática de atos de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos em contratos firmados com as unidades de saúde e educação da Paraíba e cujos valores ultrapassam R$ 1 bilhão. Essa organização igualmente atuou em outras unidades da federação, a exemplo do Estado do Rio de Janeiro.

Em Alagoas, estão sendo cumpridos dois mandados, sendo um de prisão preventiva e um de busca e apreensão. Um dos alvos é o ex-secretário Jardel Aderico, que atuou nos governos de Teo Vilela e Renan Filho, após indicação de Givaldo Carimbão. 

A 5ª fase da operação visa cumprir diversas ordens emitidas pelo Desembargador Relator Ricardo Vital de Almeida do Tribunal de Justiça da Paraíba, que atendeu a requerimento do Ministério Público Estadual e determinou a expedição de 03 (três) mandados de prisão preventiva em desfavor de Ivan Burity de Almeida, Jardel Aderico da Silva e Eduardo Simões Coutinho.

Além disso, 25 mandados de busca e apreensão em desfavor de Aléssio Trindade de Barros, José Arthur Viana Teixeira, Ivan Burity de Almeida, Pousada Potiguara/Camaratuba LTDA, Conesul Compercial e Tecnologia Educacional EIRELI, Márcio Nogueira Vignoli, Hilário Ananias Queiroz Nogueira, Editora Grafset LTDA, Vladimir dos Santos Neiva, J.R. Araújo Desenvolvimento Humano EIRELI/Editora Inteligência Relacional, este com localização em Ribeirão Preto/SP e Maceió/AL, Jardel da Silva Aderico, Antônio Carlos de Souza Rangel, Henaldo Vieira da Silva, Giovana Araújo Vieira, Mário Sérgio Santa Fé da Cruz, Eduardo Simões Coutinho, José Aledson de Moura, Instituto de Psicologia Clínica Educacional e Profissional (IPCEP) e Brink Mobil Equipamentos Educacionais LTDA, este último com localização em Colombo/PR, Curitiba/PR, Campina Grande do Sul/PR e São Paulo/SP.

Estão sendo cumpridos, de forma simultânea, 13 mandados no Estado da Paraíba, sendo 2 de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, mais precisamente nos municípios de João Pessoa, Santa Rita e Mataraca; 4 no Estado do Rio de Janeiro; 3 em São Paulo; 5 no Paraná, sendo todos de busca e apreensão.

Na Paraíba, os mandados de prisão emitidos pelo desembargador-relator Ricardo Vital de Almeida foram contra Ivan Burity de Almeida, secretário de turismo da Paraíba; e Eduardo Simões Coutinho, diretor administrativo do Hospital Geral de Mamanguape.

Na Paraíba: Dois de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão
No Rio de Janeiro: quatro de busca e apreensão
Em São Paulo: três de busca e apreensão
No Paraná: cinco de busca e apreensão
Em Alagoas: um de prisão e um de busca e apreensão

Esta fase também tem como alvo o secretário de Educação e da Ciência e Tecnologia, Aléssio Trindade de Barros, e do ex-executivo da pasta José Arthur Viana Teixeira de Araújo. Ambos foram alvos de mandados de busca e apreensão. Eles são investigados por suspeitas de inexigibilidade de licitações nos contratos apurados pelo MPPB.

No âmbito da Saúde, também é alvo de busca e apreensão o Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (Ipcep), Organização Social que gerencia o Hospital Metropolitano de Santa Rita e o Hospital Geral de Mamanguape. A instituição foi denunciada na primeira etapa da operação.

A quinta fase da Operação Calvário na Paraíba é realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), pelo Ministério Público Federal (MPF), pela Polícia Federal (PF) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na Paraíba, a operação acontece simultaneamente em João Pessoa, Santa Rita e Mataraca.

Ex-assessor flagrado com dinheiro caixas de vinho

No dia 1º de fevereiro de 2019, o ex-assessor de Livânia Farias, Leandro Nunes, foi preso na cidade de Itabaiana, na Paraíba. Uma reportagem do Fantástico mostrou Leandro sendo flagrado com um repasse de dinheiro dentro de uma caixa de vinho. Este dinheiro teria sido usado para pagar fornecedores de campanha.

A investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) levantou a suspeita de que o dinheiro entregue a Leandro era para a campanha eleitoral de 2018. Ele foi solto no início de março, após assinar um acordo de delação.

Segundo o Gaeco, a delação de Leandro Nunes levou as investigações da Calvário até o secretário de Turismo. Ivan Burity é apontado como o recebedor de propinas e a influência dele acontecia em contratos da saúde e da educação.

Na delação, Leandro narrou que em junho de 2014, teria transportado R$ 1,2 milhão trazido de uma cidade que ele não informou. De posse desse dinheiro, cerca de R$ 300 mil teria sido destinada ao ex-deputado federal e então vice-governador da Paraíba Rômulo Gouveia, falecido em 2018.

O que dizem os investigados

Instituto de Psicologia Clínica, Educacional e Profissional (Ipcep): A assessoria de imprensa do Ipcep informou as 9h40 que já tem ciência do caso e que ainda na manhã desta quarta-feira (9), uma nota de posicionamento vai ser enviada à imprensa.



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