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Política

Valor de mercado da Braskem não cobre metade das dívidas judiciais


Fonte: Blog do Edivaldo Junior com informações do Estadão

22/11/2019 10h17

O “desastre” provocado pela mineração de sal-gema em Maceió vem abalando não só a imagem, mas também o caixa da Braskem.

O valor de mercado da empresa despencou este ano. Uma queda provocada pelas ações judiciais e pelo baixo desempenho do setor petroquímico – no Brasil e no mundo.

Na situação atual, o valor de mercado da empresa (preço calculado pelo valor de ações na bolsa) não chega a metade das possíveis perdas com ações judiciais, estimadas pela própria Braskem em mais de R$ 48 bilhões. Além disso, a empresa também deve mais de R$ 13 bilhões a bancos – o que pode dificultar o eventual pagamento com indenizações a população dos bairros atingidos pela mineração.

De acordo com reportagem do Estadão, o valor de mercado da Braskem caiu, este ano, de R$ 45 bilhões (fevereiro) para R$ 21,6 bilhões na semana passada.

Em paralelo, as contingências judiciais classificadas como possíveis pela Braskem, correspondiam, no final de setembro, ao dobro de seu valor de mercado atual.

Nas notas explicativas do balanço trimestral, divulgado na quinta-feira, 14, a Braskem alertou investidores que as perdas com ações judiciais podem chegar a R$ 48,74 bilhões. Hoje, o valor de mercado da empresa é de aproximadamente R$ 24 bilhões.

A empresa também tem dívidas em dólar e reais, que segundo fontes ouvidas pelo “Valor Econômico”, tem deixado os bancos credores preocupados com o futuro da Odebrecht e suas parceiras.

Segundo reportagem do Estadão, “grandes instituições bancárias têm participações em ações da companhia desde julho de 2016, considerando também seus dividendos como garantia. No entanto, o preço em bolsa não cobre a dívida que possui, que está em quase R$ 13 bilhões. Os bancos são: Itaú Unibanco Bradesco Banco do Brasil Santander e BNDES”.



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