Política

“Infelizmente não tem isolamento aqui”, diz Santa Rita após giro na periferia de Maceió


Redação
Fonte: Jornal de Alagoas

14/05/2020 01h32

Em vídeo publicado na noite dessa quarta-feira (13) em seu perfil no Instagram, o pré-candidato a prefeito de Maceió pelo Avante revelou as diferenças do isolamento social entre as áreas nobres e a periferia da cidade.

Depois de circular pelo que chama de parta alta e baixa da capital alagoana, Ricardo Santa Ritta, conhecido como Ricardinho, chegou a conclusão de que existem diferenças territoriais visíveis no cumprimento do decreto do governo do Estado que determina a redução na circulação de pessoas como forma de enfrentamento a pandemia do novo coronavírus em Alagoas.

Após um giro por Maceió, Santa Ritta avalia que “as diferenças da parte alta e da parte baixa, como a desigualdade de renda e de território faz com que a população mais vulnerável fique mais exposta ao coronavírus”.

Ricardo percorreu a região do Benedito Bentes, Jacintinho, Vergel do Lago e áreas nobres da capital, a exemplo da Jatiúca para conferir o isolamento social na cidade. Na maioria dos bairros, verificou que as pessoas estão circulando: “Nas redes sociais o pessoal fala muito sobre essa feira da avenida principal do Jacintinho. Na área residencial tá mais tranquilo, mas na área comercial onde tem feira, onde tem comércio, a movimentação é intensa, algumas pessoas com máscara e outras sem, e não importa a idade homens mulheres jovens e idosos... então infelizmente não tem isolamento aqui não”.

“Lagoa mundau, cheguei aqui no Vergel do Lago. No sábado tinha visto muita gente na rua, mas agora, quarta de manhã tá mais tranquilo… esse é um das comunidades vulneráveis que mais tem foco do novo coronavírus”.

No vídeo Santa Ritta diz que o movimento é bem menor nas ruas de bairros como Ponta Verde e Jatiúca e explica que o “interesse em fazer tour por uma parte de Maceió é mostrar a diferença entre territórios. A gente tem algumas partes da cidade cumprindo mais a quarentena, o isolamento social, do que as outras. Seja por questões distintas, seja desigualdades sociais, econômicas, territoriais e também culturais.”

Apesar de verificar que o isolamento social é menor na periferia, Santa Ritta diz que não se deve punir as comunidades vulneráveis. “Muita gente precisa sair de casa para buscar o sustento diário, para poder se alimentar. Eu vi menos carros nas ruas, mas também nas comunidades periféricas mais gente na rua, porque cada qual tá com sua necessidade. Tem gente que não tem poupança para poder sustentar-se durante alguns dias e outros precisam buscar suas fontes de renda todos os dias”, aponta.

Para Ricardo é preciso trabalhar em um programa para o pós-pandemia: “Precisamos repensar, porque o maior foco, o maior desafio da sociedade, e não tô dizendo só do governo não, mas da sociedade, de todos nós é combater as desigualdades. Isso impacta todos nós e pós Covid-19 será muito mais impactante”.

Veja o vídeo abaixo ou se preferir acesse o Instagram de Ricardinho Santa Ritta 

  

 



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