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Rural

Entidades e governo debatem saídas para a crise do leite em Alagoas


Redação
Fonte: Blog do Edivaldo Junior

15/01/2019 12h53

A iniciativa foi do secretário da Fazenda. George Santoro convocou os secretários da Agricultura, Henrique Soares e da Sedetur, Rafael Brito, para um encontro “olho no olho”. Represantes dos produtores, das indústrias de laticínio e dos distribuidores de Alagoas discutiram a crise que está afetando duramente a cadeia produtiva do leite em Alagoas.

Atualmente, o custo de produção de um litro de leite para o produtor rural de Alagoas está variando atualmente entre R$ 1,10 e R$ 1,30. Hoje, no entanto, o valor máximo que estão conseguindo receber é R$ 1. O prejuízo para a maioria dos produtores chega a R$ 0,30 por litro.

A crise, apesar de fatores sazonais (supersafra no centro sul e queda no consumo), é a maior registrada nos últimos anos.

“Nunca vi preço de leite tão baixo para o produtor”, registrou no encontro o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios de Alagoas, Arthur Vasconcelos.

No caso de Alagoas, a situação é mais grave, na avaliação dos produtores e das indústrias locais pela “invasão” de produtos de outros Estados.

Segundo relato de empresários, em períodos como esse, indústrias de outros Estados “desovam” produtos nas gôndolas dos supermercados de Alagoas, para proteger seus próprios mercados.

O incentivo fiscal aos distribuidores e atacadistas, a falta de pauta de preço atualizada e de barreiras fiscais foram apontados como falhas que prejudicam a cadeia produtiva do leite de Alagoas.

Depois de ouvir as partes, o secretário George Santoro determinou a atualização da pauta fiscal, mais rigor nas barreiras e convocou uma próxima reunião, dentro de quinze dias, desta vez com a participação dos representantes de supermercados.

“Precisamos entender melhor essa questão. Fomos informados de que os produtos alagoanos estão sem espaço nos supermercados locais. A legislação criada pelo governo, de incentivo ao setor, aponta numa direção contrária. Nosso objetivo é tentar entender melhor essa realidade e criar mecanismos que privilegiem o produtor local”, aponta Santoro.



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