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Caeté promove inclusão no ambiente corporativo


AL Rural

29/04/2021 16h21

O Aprendiz Vinícius Bernardo Gabriel Pimentel dos Santos (17) literalmente parou o escritório administrativo da Usina Caeté, Matriz, em São Miguel dos Campos (AL), ao falar sobre autismo para colaboradores da empresa nesta terça-feira, 27. 
 
Há cerca de dois meses, o aluno do curso de Arco Ocupacional de Administração ingressou na Usina Caeté através de uma parceria com a Associação Pestalozzi de Maceió. 
 
Por iniciativa própria, Vinícius Bernardo Gabriel Pimentel dos Santos, solicitou à analista de Gestão de Pessoas e mobilizadora do Programa de Aprendizagem, Eliene Melo, uma oportunidade para falar aos colaboradores. Num relato que emocionou a todos, o aluno discorreu sobre transtorno do espectro autista, características e comportamento do autista, inclusão, preconceitos e bullying.
 
“Me chamo Vinicius, tenho 17 anos e sou autista. O autismo é uma forma diferente de organizar os nossos pensamentos, sentimentos, lembranças. Uma forma diferente do nosso cérebro funcionar. É uma condição e um jeito diferente de pensar. Uma forma diferente de sentirmos o mundo. Me sinto super feliz e orgulhoso por trabalhar na Usina Caeté. Meu pai trabalhou aqui por onze anos e agora estou aqui trabalhando onde meu pai passou boa parte da vida dele. Estou amando estar na área, porque estou sendo muito bem acolhido por todos os profissionais, também pela Dona Francine, Dona Marta, Dona Suzana e Dona Eliene. Estou super bem aqui na minha área! Darei o meu melhor, mesmo que seja no meu tempo! Vou fazer tudo dentro da minha limitação. Descobri que era autista aos sete anos de idade, minha mãe quem me contou, mas aos poucos foi me ajudando e explicando tudo sobre o que é o autismo. Ela me mostrou num livro, passo a passo como é o autismo. Tenho uma sensibilidade ao toque, a sons e hoje faço equoterapia e isso me ajuda muito”. 
 
O relato de Vinícius reforça o olhar inclusivo da empresa, e comoveu a todos que aplaudiram a força e a determinação do jovem aluno, que traça planos para o futuro e sonha com a contratação.
 
“A ideia de trabalhar com um aprendiz autista, inicialmente gerou grandes expectativas. A convivência é de grande aprendizagem e a troca de experiências vem agregando valores e confiança mútua. O apoio e a comunicação dos familiares com a empresa, nos dão um suporte muito bom para saber lidar com as situações cotidianas”, destacou Eliene Melo. 
 
A gerente de Gestão de Pessoas da Usina Caeté, Marta Luciana S. M. dos Santos, fez questão de afirmar que no ambiente organizacional é fundamental respeitar a diversidade. “Oportunizar a inclusão é um dos principais pilares da Companhia”. 
 
Marco - Foi a Lei 12.764, de 2012, também conhecida como Lei Berenice Piana, que abriu as portas para o reconhecimento do Autismo dentro do rol das demais deficiências e oportunizou sua inclusão no mercado de trabalho.
 
 
 
 



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