Cooperativismo

CAE aprova projeto que autoriza fornecimento de internet por cooperativas

O texto veio da Câmara dos Deputados, recebeu relatório favorável do senador Eduardo Gomes (PL-TO) sem alterações e segue para a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT)

Por Agência Senado 06/01/2025 11h11
CAE aprova projeto que autoriza fornecimento de internet por cooperativas
Para Vanderlan, presidente da CAE, mercado mais aberto pode trazer qualidade e promover desenvolvimento - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou em dezembro o projeto de lei (PL) que autoriza cooperativas a oferecerem serviços de telecomunicações, como internet banda larga (1.303/2022). O texto veio da Câmara dos Deputados, recebeu relatório favorável do senador Eduardo Gomes (PL-TO) sem alterações e segue para a Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT).

A matéria altera a Lei Geral de Telecomunicações, de 1997, e a norma que regulou a privatização do serviço móvel de celular (Lei 9.295, de 1996). Com a mudança, as cooperativas entram no rol das possíveis prestadoras dos serviços.

Para Eduardo, as cooperativas podem contribuir para ampliar o acesso à internet banda larga e melhorar a competitividade no setor. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 11,6 milhões de domicílios no país que poderiam pagar pelo acesso à banda larga fixa ou móvel (3G ou 4G). ficam em localidades onde o serviço não é disponível. O senador salientou que o Brasil tem 5 mil cooperativas que atuam em diversas áreas, mas a legislação em vigor não prevê a participação em serviços de telecomunicação.

"Em um cenário em que há a necessidade de se melhorar a qualidade dos serviços prestados em pequenos municípios e regiões remotas, não se justifica proibir a atuação das cooperativas, que já demonstraram que podem desempenhar um papel fundamental na expansão e na melhoria da oferta dos serviços de telecomunicações nessas localidades", afirma ele no relatório.

O presidente da CAE, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO), defendeu a aprovação do texto.

"A universalização e a consolidação dos serviços de banda larga são fundamentais para o desenvolvimento econômico e social das regiões carentes desses serviços. Por mais que empresas atualmente autorizadas a explorar esses serviços venham avançando, permitir novos entrantes neste mercado pode promover a qualidade e a competitividade do setor, especialmente em regiões rurais carentes e de difícil acesso", disse.