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Novos hospitais e o “velho” HGE: um desafio para Ayres


Fonte: Blog do Edivaldo Júnior

24/09/2020 09h30

Na madrugada desta quinta-feira (24), o jornalista Edivaldo Júnior publicou em seu blog sobre a atual situação dos hospitais de Alagoas. De acordo com a publicação, os corredores ocupados por pacientes acamados, a superlotação e falhas no atendimento rendem reportagens recorrentes em todos os veículos, críticas e mais críticas.

Segundo o jornalista, a solução não é simples. O HGE é um hospital de Urgência e Emergência, que atende cerca de 600 pacientes por dia. Metade chega “em pé”. Traduzindo: 50% dos atendimentos poderia ser realizado em outros hospitais e nas UPAs.

Ao mesmo tempo que toca a construção e operação de novos hospitais, a Sesau encara o desafio de lidar com os velhos problemas do HGE. O secretário de Saúde de Alagoas avalia que dá para lidar com os dois desafios ao mesmo tempo.

Com a pandemia perdendo força, Alexandre Ayres diz que passou o último final de semana com o HGE na “cabeça”, depois de ver uma reportagem na TV Gazeta.

“Tomei isso com um desafio pessoal. Comecei a segunda-feira no HGE e montamos um planejamento. Faremos reuniões semanais e espero resolver o problema da superlotação até o próximo ano”, aponta.

Ayres avalia que o primeiro passo no reordenamento do HGE será a transição do Hospital Metropolitano de Maceió, que deixará de ser exclusivo de Covid-19 e passará a fazer atendimento geral, além de especialidades, a exemplo de ortopedia, vascular e cardiologia – o que deve acontecer a partir de meados outubro.

“Só o Metropolitano não vai resolver. Para reorganizar o HGE teremos que transformá-lo num hospital só de emergência, transferindo o atendimento de urgência para as UPAs e o clínico para a rede de atenção básica”, pondera.

Para isso, aponta Ayres, será preciso utilizar as 4 UPAs já existentes na Capital e concluir a construção de mais três UPAs em Maceió, o que deve ocorrer ainda no primeiro semestre de 2021.

“Já conversei com toda a equipe do HGE, devemos fazer serviços de melhoria e construir mais 20 UTIs. Vamos reorganizar o hospital e paulatinamente transferir o atendimento clínico para outras unidades, deixando atendimento só para emergência. Com isso, vamos tirar as macas dos corretores e priorizar as outras áreas onde o hospital, em que pese as dificuldades, já funciona bem”, explica Ayres.

Em seu blog, Edivaldo Júnior questiona se dá para construir novos hospitais, enquanto unidades que já estão funcionando enfrentam dificuldades. Ele diz ainda que muitas pessoas acreditam que melhor seria primeiro arrumar a casa e depois partir para a ampliação. O jornalista também traz o argumento que se costuma ouvir nos meios políticos em pergunta: adianta construir novos hospitais e o HGE continuar vivendo dias de caos?

Por mim, o blogueiro diz que Ayres pretende fazer as duas coisas ao mesmo e que nos resta torcer para que ele consiga transformar o velho problema num “novo” HGE.



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