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Ataque a faca em Paris deixa ao menos dois feridos


Fonte: O Globo

25/09/2020 09h35

 Ao menos duas pessoas ficaram feridas, uma delas gravemente, em um ataque a faca nas proximidades da antiga redação da revista satírica Charlie Hebdo, em Paris, nesta sexta-feira. A agressão coincide com o julgamento do atentado terrorista de 2015 contra o semanário, que deixou 12 mortos.

O ataque foi confirmado pelo premier Jean Castex que, inicialmente, havia afirmado que quatro pessoas teriam ficado feridas, informação corrigida minutos depois. As vítimas, segundo informações da mídia francesa, seriam um homem e uma mulher, ambos funcionários da agência de notícias e produtra Premières Lignes, especializada em jornalismo investigativo.

Notícias preliminares também apontavam que a polícia buscava dois homens, mas posteriormente foi esclarecido que se tratava apenas de um. Um homem, cuja identidade ainda é desconhecida, foi preso perto da Ópera da Bastilha.

Um pacote suspeito foi encontrado na região, mas a perícia descartou que fosse um explosivo. Segundo uma fonte policial ouvida pela agência Reuters, uma machete foi recuperada na cena do crime. Partes do Nordeste da capital francesa foram isoladas para a operação policial.

Em razão do incidente, as estações de metrô Bastille, Richard Lenoir, Bréguet Sabin, Saint-Sébastien Froissart, Chemin Vert e Saint-Ambroise foram fechadas.

Em 7 de janeiro de 2015, os irmãos Said e Chérif Kouachi invadiram a redação da revista armados com metralhadoras e assassinaram 12 pessoas, na capital francesa. Dois dias após o ataque, um outro jihadista, Amédy Coulibaly, assassinou quatro pessoas em um mercado kosher nos arredores de Paris. Antes, em uma troca de tiros, ele já havia matado uma policial durante uma troca de tiros. Foram 17 vítimas ao todo, além dos três terroristas que foram mortos pela polícia.

O ataque desta sexta-feira ocorre duranto o julgamento iniciado no último dia 3, que põe no banco dos réus 14 pessoas, todas acusadas de dar apoio logístico aos irmãos Kouachi e a Coulibaly. O processo estava previsto para começar no primeiro semestre, mas precisou ser adiado por causa da pandemia. À Justiça, os suspeitos disseram que queriam se vingar pela publicação de charges do profeta Maomé, quase uma década antes.

Na véspera do início dos procedimentos, o seminário voltou a publicar as charges do profeta. A capa mostra 12 charges publicadas inicialmente pelo jornal dinamarquês Jyllands-Posten, em 2005, e depois pelo Charlie Hebdo, em 2006. Os desenhos mostram o profeta Maomé com uma bomba no lugar de um turbante ou armado com uma faca, ao lado de duas mulheres com véu. A capa da edição seguinte do seminário exibiu a caricatura do profeta feita pelo chargista Cabu, morto no atentado.



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