Municípios
Professores do Pilar cobram a convocação de aprovados em concurso de 2019
Segundo os pedagogos, o gestor está contratando pessoas para ocuparem cargos ofertados no concurso, sem concluir a convocação dos aprovados.
Reivindicando apoio dos parlamentares, professores se reuniram no plenário Antônio Aniceto Santos, na Câmara de Vereadores do município de Pilar. A tentativa é obter apoio para a luta que enfrentam desde o início de 2020, quando a prefeitura iniciou a convocação dos aprovados no concurso público realizado em 2019. Foram ofertadas 63 vagas para diversos cargos, com salários de R$ 998,00 até R$ 5.620,00 à época, e até o momento, parte dos aprovados ainda não foram convocados.
A comissão formada por esse grupo de professores aprovados no concurso disse que, além de não convocá-los, a prefeitura contratou 88 pessoas para preencher as vagas que estavam disponíveis no concurso.
“Até hoje (julho/2021), só 41 convocados. Não se admite 88 contratados em 2019, uma vez que, a propaganda política da nova gestão é que a rede de educação triplicou e vem aumentando cada vez mais com a nova gestão em 2021, e não chama os concursados. Como fazer educação sem professores? E por que estão colocando os contratados, que são certeza de votos para o prefeito?”, disse uma professora que não quis ter o nome revelado, temendo represálias.
Na Câmara, a comissão foi recebida pelo presidente, vereador Tayrone Henrique (PSC), que prometeu se engajar na causa e o apoio da vereadora Thais Canuto (MDB).
“O Ministério Público já foi acionado por alguns concursados individualmente, mas agora vamos acionar em grupo, com a comissão formada e com o apoio da câmera e do presidente da câmera dos vereadores, Tayrone Henrique”, disse uma representante da Comissão.
Através das redes sociais o prefeito Renato Filho (PSC), que segundo informações está em uma viagem pela Europa, respondeu a uma professora concursada que aguarda a convocação. Vejam:
Ele garantiu que “todas as vagas que foram disponibilizadas no edital já foram convocadas”. Mas não foi o que relatou uma fonte ligada ao governo.