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Rússia divulga vacinação em massa contra coronavírus com início em Outubro


Fonte: UOL

01/08/2020 17h15

Segundo agências internacionais de notícias, a Rússia anunciou hoje que pretende fazer vacinação em massa da população com início em outubro. O país poderá ser o primeiro a iniciar campanha de imunização da população. Ainda há poucas informações divulgadas sobre a eficácia dessa vacina.

O ministro da Saúde russo, Mikhail Murashko, declarou que o Centro Nacional de Pesquisa para Epidemiologia e Microbiologia Gamalei terminou os testes clínicos e está "preparando a documentação" para começar a campanha de vacinação em outubro.

A quantidade de vacina disponível na primeira leva ainda não foi divulgada. Segundo a imprensa internacional, o primeiro grupo a ser coberto será formado por profissionais de saúde e professores.

Os teste clínicos foram iniciados em junho e parte das organizações científicas internacionais vem criticando a rapidez com que a Rússia está anunciando resultados.  O jornal norte-americano "The New York Times", comentou sobre o receio de que as influências políticas estejam sendo colocadas à frente da saúde da população.

Isso se dá principalmente porque na Rússia, a notícia foi anunciada como vitória política. O chefe do Fundo Russo de Investimento Direto, Kirill Dmitriev, comparou o desenvolvimento da vacina, que usa adenovírus como base, ao lançamento do Sputinik 1 pela União Soviética, o primeiro satélite a ser colocado em órbita, em 1957.

A pesquisa foi feita Universidade Sechenov, em Moscou. Os cientistas agruparam 38 voluntários remunerados para o estudo, que foram recebendo alta após completarem 28 dias em isolamento. A intenção foi protegê-los de outras possíveis infecções.

Os voluntários têm entre 18 e 65 anos e ainda serão monitorados por mais seis meses. Os resultados não foram amplamente divulgados pelo governo, mas, segundo o ministro da Saúde russo, a vacina já está apta para ser distribuída à população.

Atualmente, a Rússia é o quarto país do mundo com maior número de infectados, com quase 850 mil casos confirmados e mais de 14 mil mortes por covid-19.



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