Nacional

Bolsonaro gera polêmica nas redes sociais ao divulgar gíria de grupo de extermínio


Redação
Fonte: Com Estado de Minas Política

25/04/2021 15h48

Na manhã deste domingo (25), no Twitter, a polêmica nas redes sociais de Bolsonaro teve a ver com a entrevista dada pelo presidente ao apresentador do Alerta Nacional Sikêra Júnior, da Rede TV, nessa sexta-feira (23).

A entrevista com Bolsonaro foi gravada em Manaus (AM), onde o presidente aproveitou para protagonizar brincadeiras com uma pessoa vestida com cabeça de burro e fazer piadas homofóbicas.

Depois  da entrevista, nos bastidores, rodeado por parte de seus ministros, o presidente posou para uma foto com uma placa escrita "CPF Cancelado".

A gíria "CPF Cancelado" é também usada em contexto de policiais e grupos de extermínio,  em alusão a alguém que foi assassinado por outro membro ou facção.

Repercussão

Parlamentares de oposição criticaram a foto por conta da pandemia. Nesse sábado (24), destacaram que, enquanto Bolsonaro fazia pose ao lado dos aliados e com a placa, o Brasil acumulava 386.416 mortos pela COVID. Somente nas últimas 24 horas, o país perdeu 3.076 pessoas para a doença, chegando aos 389.492 mortos.

 

 

Ameaças à democracia

Durante a entrevista, o presidente voltou também a fazer ameaças à democracia, ao destacar o agravamento da crise social pela pandemia do novo coronavírus.

"Eu tô junto com os meus 23 ministros, da Damares ao Braga Netto, praticamente conversados sobre isso aí se o caos generalizado se implantar no Brasil pela fome, pela maneira covarde como alguns querem impor certas medidas restritivas para o povo ficar dentro de casa", disse.

Nessa sexta (23) foi publicada no Diário Oficial da União a mudança de Eduardo Pazuello para a Secretaria-Geral do Exército. Pazuello é um dos alvos da CPI da COVID, que será instalada no Senado na próxima terça-feira (27).

Assista à entrevista completa

 



Compartilhe