Negócios

Dólar sobe 0,37% com temores sobre efeitos econômicos da Covid-19


Fonte: Reuters

07/07/2020 10h20

O dólar subia ante o real na primeira hora de negócios desta terça-feira (07), captando dia de maior cautela no exterior devido a temores sobre efeitos econômicos de novos bloqueios pontuais em alguns países para conter o aumento de casos de coronavírus. 

Às 9:45, o dólar avançava 0,37%, a 5,3720 reais na venda. Na B3, o dólar futuro tinha alta de 0,23%, a 5,3775 reais.

De acordo com análise técnica da XP Investimentos, o dólar futuro está em tendência de alta. A casa considera que, acima dos 5,388 reais, a cotação buscaria 5,513 reais ou 5,986 reais. Os suportes estão em 5,133 reais e 4,821 reais. 

"Cautela com avanço da pandemia interrompe recuperação dos mercados nesta terça-feira", disse o Bradesco em nota. 

A moeda dos EUA ganhava frente a uma ampla lista de divisas, sobretudo ante moedas de perfil semelhante ao real, como peso mexicano, que caía cerca de 1%. Investidores davam uma pausa no rali da véspera de olho em novas medidas de restrição a atividades sociais em países como Espanha e Austrália, além do contínuo aumento de casos de Covid-19 nos EUA.

O receio é que a ressurgência dos números da doença causada pelo coronavírus ameace os sinais iniciais de recuperação da economia global, base da recente alta do mercado. 

No Brasil, o mercado aguardava os resultados de novo teste de coronavírus feito pelo presidente Jair Bolsonaro. 

Na véspera, o dólar subiu a despeito do clima mais positivo nos mercados internacionais. Analistas chamaram atenção para o menor volume de negócios e para a retomada do trade "compra de bolsa/compra de dólar", aproveitando-se do hedge mais barato na esteira da Selic nas mínimas históricas.

O giro no mercado de dólar futuro da B3 ficou na segunda-feira 35% abaixo da média diária das 30 sessões anteriores. 

Ainda na segunda, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a expectativa da autoridade monetária é que o que chamou de novo equilíbrio entre juro mais baixo e taxa de câmbio mais desvalorizada tende a persistir no país "durante um tempo".



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