Polícia

PF apreende mala com cerca de meio milhão em residência de servidora pública



14/10/2020 16h40

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão realizados nesta quarta-feira (14), dentro da Operação Seguro-Mamata, policiais federais encontraram uma mala com cerca de meio milhão de reais em espécie na residência de uma servidora pública, no município de Arapiraca. O valor exato do dinheiro apreendido ainda será divulgado pela Polícia Federal em Alagoas (PF/AL).

Por meio da assessoria de Imprensa da PF, o delegado regional de Combate ao Crime Organizado, Leopoldo Lacerda, disse que foram apreendidos também documentos, notebooks, smartphones e mídias em geral.

Conforme o delegado, a operação que cumpriu 40 mandados de busca e apreensão e um de prisão em 16 municípios, nos estados de Alagoas, Pernambuco, Sergipe e São Paulo, é resultado de uma investigação que começou em dezembro de 2018 a partir de uma comunicação da Caixa Econômica Federal de alguns saques suspeitos de seguro-desemprego, que poderiam ser configurados como fraude, concentrados em poucas empresas.

“No meio desse ano, o delegado de Polícia Federal que presidia essa investigação representou à Justiça Federal de Alagoas os mandados de busca e apreensão e prisão contra os principais envolvidos identificados durante a investigação. Então hoje foram cumpridos quarenta mandatos de busca e apreensão e um de prisão, em dezesseis 16 distribuídos em quatro estados diferentes”, explicou Leopoldo. 

Segundo o delegado, a organização criminosa se concentrava em Alagoas, mais na região de Arapiraca, com ramificações em Sergipe, Pernambuco e São Paulo.

“O material recolhido será analisado e periciado e, a partir desse material, poderemos identificar outros envolvidos. A fraude foi estimada em torno de doze milhões de reais em prejuízos aos cofres públicos, mas a partir da ação de hoje a gente pode identificar outras fraudes e essa cifra subir ainda mais”, prosseguiu Leopoldo.

Durante as investigações que culminaram na operação Seguro-Mamata foram identificados dezenas de vínculos empregatícios com empresas fantasmas e empregadores individuais inexistentes com o objetivo de criar artificiosamente direito ao seguro-desemprego.

Os envolvidos foram indiciados pelos crimes de constituição de organização criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informações, peculato e estelionato, cujas penas máximas, se somadas, atingem 37 anos de reclusão.

 



Compartilhe