Política

Renan e Arthur Lira finalmente concordam em alguma coisa: combate ao ódio

Raramente os dois defendem o mesmo ponto de vista ou falam a mesma linguagem, mesmo quando se trata dos interesses de Alagoas

Por Blog de Edivaldo Junior 17/07/2023 05h05
Renan e Arthur Lira finalmente concordam em alguma coisa: combate ao ódio
Renan Calheiros e Arthur Lira - Foto: Reprodução

Na mídia nacional os dois são apontados como arqui-inimigos da política alagoana.

O senador Renan Calheiros e o atual presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, são sem dúvida os dois mais influentes políticos alagoanos em Brasília da atualidade.

Fora disso eles têm muito pouco em comum. Calheiros e Lira são adversários ferrenhos do dia a dia e costumam trocar acusações. Lá e cá.

Raramente os dois defendem o mesmo ponto de vista ou falam a mesma linguagem, mesmo quando se trata dos interesses de Alagoas.

Neste domingo, o posicionamento dos dois no entanto foi de convergência. Tanto Calheiros quanto Lira condenaram os ataques de ódio ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.

A convergência entre Renan e Arthur por enquanto deve ficar por aí. Os dois seguem tão adversários como sempre – pelos mens até que outro episódio do tipo o ocorra.

Mas se depender deles esse tipo de abuso, de afronta, típica de pessoas de pessoas que confundem a liberdade de expressão com o direito à agressão deve acabar.

E quanto antes acabar, melhor. Chega de intolerância.



Veja o que disse Renan Calheiros no Twitter:


A agressão de ogros contra Alexandre de Moraes mostra que é hora de punir os crimes de ódio, alguns já tipificados. Vamos enquadrar a intolerância política, como propus no “pacote da Democracia”. Vou procurar o relator Veneziano do Rego e o Presidente para votarmos em agosto.

Veja o que disse Arthur Lira no Twitter:

Minha solidariedade ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, e sua família agredida no aeroporto de Roma. É inaceitável que se use o argumento de liberdade de expressão para agredir, ofender e desrespeitar autoridades constituídas. Isso não pode continuar