Política
Renato Filho quer disputar vaga de federal, mesmo com perda de bases
Apesar da perda de territórios políticos, Renato Filho segue como político bem avaliado
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Prefeito de Pilar por dois mandatos (2017/2024), Renato Filho fez uma gestão marcada por boa aprovação popular, grandes projetos, a exemplo da construção do Hospital do Futuro, mas também por muitas polêmicas – no campo pessoal e na política.
Renato se aproximou do ex-governador Renan Filho e depois se reaproximou de Arthur Lira, com quem havia rompido. E mostrou força ao fazer a ex-mulher, Ceci Hermann, prefeita de Atalaia e mãe, Fátima Canuto, deputada estadual.
Foi um processo de expansão, com conquistas de bases em várias cidades no entorno de Pilar e Atalaia, a exemplo de São Miguel dos Campos. Fátima teve 37 mil votos em 2018 e foi reeleita com 41 mil votos em 2022. Metade da votação se deu em Pilar (9 mil), Atalaia (6 mil) e São Miguel dos Campos (5 mil).
A partir do início de 2023, esse processo de expansão sofreu um abalo, com a separação de Renato Filho e a atual prefeita de Atalaia, reeleita em 2024. O problema pessoal vira um desafio político, com a perda de uma base importante. Outra base que também foi perdida pelo grupo de Renato Filho foi a de São Miguel dos Campos, a partir de uma aliança estabelecida pelo prefeito reeleito, George Clemente, com outro deputado estadual.
De acordo com informações de vários analistas, o grupo de Renato também teria perdido bases em outras cidades do sertão, além de perder apoios importantes em cidades como Viçosa ou Capela.
Mesmo com a perda de bases, Renato Filho avisou ao secretário de Governo de Alagoas, Vitor Pereira, que será candidato a deputado federal. E sinalizou que não deverá disputar o mandato pelo MDB, partido da atual prefeita de Pilar, Fátima Resende, tia dele.
Apesar da perda de territórios políticos, Renato Filho segue como político bem avaliado, como quase 130 mil seguidores no Instagram e com grande capacidade de ocupar espaço na mídia, o que lhe dá margem para disputar com chances de vitória um mandato proporcional.
A única dificuldade que ele terá é em escolher um lado. Apesar de aliado de Renan Filho, ele flerta com JHC – com quem teria tido algumas conversas políticas nos últimos dias.
Apoiar Arthur Lira para o Senado e Renan Calheiros para o Senado ao mesmo tempo é até possível, porque serão duas vagas no próximo ano. Mas não vai dar para apoiar JHC e Renan Filho porque os dois – se não houver mudanças de planos do prefeito de Maceió – vão disputar o governo, um contra o outro.
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