Política

Isnaldo é preterido e Gleise é escolhida para comandar articulação política

Bulhões contava com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL)

Por Redação 28/02/2025 15h03 - Atualizado em 28/02/2025 15h03
Isnaldo é preterido e Gleise é escolhida para comandar articulação política
Isnaldo Bulhões - Foto: Reprodução

O Palácio do Planalto anunciou, nesta sexta-feira (28), a escolha da deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, para assumir a Secretaria de Relações Institucionais (SRI) do governo federal. A parlamentar substituirá Alexandre Padilha, que será realocado para o Ministério da Saúde.

A nomeação de Gleisi ocorreu após articulações internas no governo e no Congresso Nacional. Antes da decisão, o nome do deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), líder do partido na Câmara, era cotado para o cargo. Bulhões contava com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL). No entanto, a escolha do governo acabou recaindo sobre Gleisi, que teve papel relevante na construção da base de apoio para a eleição de Motta como presidente da Câmara.

Essa é a segunda vez que Isnaldo Bulhões fica de fora de uma articulação para um cargo de destaque. Anteriormente, o deputado alagoano foi cogitado para presidir a Câmara dos Deputados, mas sua candidatura perdeu força diante do apoio de Lira a Motta. Nos bastidores, Motta articulava para viabilizar a nomeação de Bulhões à SRI, com o objetivo de fortalecer a interlocução do governo com o Congresso.

A escolha de Gleisi Hoffmann é uma estratégia do presidente Lula para manter a articulação política mais próxima com o Congresso. A deputada tem relações com líderes do Centrão e historicamente atua na negociação de agendas do governo no Legislativo. Motta, em reuniões com aliados, recomendou que não houvesse contestações públicas sobre a decisão presidencial.

A transição na SRI será oficializada no dia 10 de março, mesma data em que Alexandre Padilha assumirá o Ministério da Saúde, após a saída de Nísia Trindade do comando da pasta.