Política
JHC ganha fôlego para acomodar aliados e observar adversários, após novo prazo da Lei Delegada
Cotado para disputar o governo do estado, em 2026, o prefeito de Maceió agora tem mais 90 dias para realizar reforma administrativa; medida tem custo avaliado em R$ 40 milhões

A Câmara de Maceió votou, nesta quinta-feira (3), a prorrogação em 90 dias Decreto Legislativo que revisa a Lei Delegada, para que a Prefeitura de Maceió possa realizar uma reforma administrativa na gestão municipal.
A medida deve dar fôlego ao prefeito JHC para acomodar aliados nas secretarias municipais e avaliar os movimentos políticos de olho nas eleições majoritárias de 2026. JHC é cotado para disputar o governo do estado.
Com o novo prazo, JHC respira aliviado também em Brasília, já que é na capital federal que o gestor da capital alagoana passa mais tempo durante o seu segundo mandato. Com a mãe senadora, JHC tem pleiteado uma vaga no STJ para a tia Marluce Caldas, que faz parte da listra tríplice entregue ao presidente Lula.
De acordo com a mensagem enviada por JHC ao legislativo municipal, a proposta encaminhada visa assegurar a continuidade do processo de revisão, cuja vigência encontra-se próxima do termo final.
A sessão de hoje discutiu o decreto. Por um lado, os parlamentares consideram a prorrogação fundamental para aprimorar iniciativas em benefício do Município. Por outro, houve receio quanto à possibilidade de criação de mais cargos comissionados.
Agora situação, o vereador Kelmann Vieira (MDB), que durante o primeiro mandato de JHC fez oposição ferrenha ao prefeito, afirmou, em texto enviado por sua assessoria,a prorrogação é fundamental para garantir que as mudanças estruturais na administração municipal sejam feitas com planejamento e responsabilidade.
Ao fim dos debates, a maioria dos parlamentares aprovou a prorrogação, com votos contrários do vereador Rui Palmeira e da vereadora Teca Nelma.
Impacto financeiro
No último dia de 2024, a Câmara aprovou o projeto de Lei encaminhado pelo prefeito JHC, que estabeleceu a criação de mais de 1200 novos cargos comissionados. Amedida, que representará um custo estimado de R$ 40 milhões anuais para os cofres públicos, prevê salários que podem alcançar R$ 16 mil em posições de alto escalão, como Secretário Extraordinário e Chefe de Gabinete.
