Política

Deputados gastam cerca de meio milhão em publicidade


Fonte: Jornal Extra

05/07/2020 14h35

De acordo com matéria publicada no jornal Extra, edição do dia 04/07, os nove deputados federais por AL gastaram em plena pandemia do novo coronavírus, o valor de R$ 1.031.380,69 custeado pela Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap).

Desse valor, R$ 469.763,80 (45,55%) foram destinados à divulgação da atividade parlamentar, R$ 161.569,08 (15,67%) em consultorias, pesquisas e trabalhos técnicos; R$ 137.788,72 (13,36%) em locação ou fretamento de veículos; R$ 122.764,33 (11,90%) em manutenção de escritório; R$ 82.781,96 (8,03%) com combustíveis; e R$ 56.712,80 (5,50%) em despesas variadas.

De janeiro a junho os parlamentares JHC (PSB), Marx Beltrão (PSD), Nivaldo Albuquerque (PTB) e Tereza Nelma (PSBD) gastaram, ao todo, R$ 10.237,41 em passagens aéreas. Porém, o único a viajar de avião em época de quarentena foi Beltrão, que utilizou o serviço aéreo três vezes em abril. A rota foi Brasília, Aeroporto de Garulhos (SP) e Maceió. O parlamentar foi um dos políticos alagoanos que contraiu a covid-19. Ele mesmo anunciou o diagnóstico em meados de maio informando que contraiu o vírus após ter contato com um amigo.

No topo do raking dos gastos, está o filho do deputado estadual Antonio Albuquerque, o Nivaldinho, já citado, que utilizou R$ 208.610,78 do Cotão. Entre os maiores usos do erário estão: R$ 104.000 com publicidade, R$ 60.000 em consultoria e R$ 42.000 na manutenção de escritório de apoio. A “tucana” Tereza Nelma aparece em segundo lugar com R$ 143.911,75 em despesas. Assim como o colega petebista, Nelma investiu maior parte de seus gastos em propaganda: R$ 50.500. Segundo dados da Câmara Federal, entre os parlamentares alagoanos, a deputada é a única que tem em suas despesas o serviço de segurança prestado por empresa especializada: R$ 21.550.

A empresa Garra Segurança Patrimonial, que recebeu em média, R$ 4.300 por mês, está localizada no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió, onde funciona desde 2011. Em seguida, na terceira posição, está Severino Pessoa (Republicanos), que teve gastos de R$ 130.885,83, sendo R$ 94.400 em divulgação das atividades, R$ 28.523,69 com combustíveis e R$ 7.697,16 em participação de curso realizado em março com a empresa Informe Comunicação Integrada, situada em Brasília (DF). Em quarto lugar no ranking dos gastos aparece Sérgio Toledo (PL): R$ 128.403,84. Desse valor, R$ 36.000 foi utilizado com aluguel de veículo Toyota Hilux da empresa Dmtri Locações de Veículos, que funciona na Gruta de Lourdes, na capital alagoana.

No primeiro semestre em 2019, os parlamentares gastaram o dobro deste ano: R$ 2.118.118,31.



A Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) custeia as despesas do mandato, como passagens aéreas e conta de celular. Algumas são reembolsadas, como as com os Correios, e outras são pagas por débito automático, como a compra de passagens. Nos casos de reembolso, os deputados têm três meses para apresentar os recibos. O valor mensal não utilizado fica acumulado ao longo do ano - isso explica porque em alguns meses o valor gasto pode ser maior que a média mensal.

Senadores também dispõem de cota para gastos com o parlamento. No primeiro semestre deste ano, Fernando Collor (Pros) gastou R$ 169.548,32, sendo R$ 167.000 na contratação de serviços de apoio ao parlamentar e R$ 2.548,32 na utilização de passagens no mês de março.
Em segundo lugar vem Rodrigo Cunha (PSBD) com despesas de R$ 99.942,41. Entre os principais gastos estão com contratação de serviços, assim como Collor (R$ 26.074,57) e publicidade (R$ 24.000). Cunha também gastou R$ 15.117,57 com passagens em viagens nos meses janeiro, fevereiro (maior gasto: R$ 9.828,99), março, maio e junho.

Na terceira posição, Renan Calheiros (MDB) usou R$ 80.944,76 do Cotão, desses R$ 47.000 a contratação de serviços de apoio, R$ 22.967,52 aluguéis para escritório e 10.977,24 com passagens em viagens realizadas em janeiro, fevereiro e março. No mesmo período do ano passado, de janeiro a junho, os senadores de Alagoas gastaram em torno de R$ 325.000. Em 2020, os gastos já ultrapassaram, mesmo com a pandemia, R$ 350.000.



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