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Alagoas tem quatro projetos classificados no Itaú Cultural

Por Ascom FMAC 11/06/2020 09h09
Alagoas tem quatro projetos classificados no Itaú Cultural
Escritor e cineasta Lucas Litrento. Foto: redes sociais.

“É muito gratificante estar entre nomes da literatura contemporânea brasileira. Além de dar uma maior credibilidade ao meu trabalho, esse edital, principalmente por ser nacional, dá mais visibilidade à produção local, mostra que em Alagoas tem gente produzindo. É importante também pensar que alguém que ganhou o edital é morador da periferia, que é muito marginalizada, e mostrar que lá há também quem produz, que pensa diferente”.

O relato é do jornalista e poeta Jean Albuquerque, um dos quatro escritores alagoanos que tiveram seus trabalhos classificados entre mais de 12 mil inscritos no edital Arte Como Respiro – Múltiplos Editais de Emergência/Literatura do Itaú Cultural. O edital visa incentivar a produção criativa durante o período de distanciamento social por causa da pandemia da covid-19.

Com dois livros já lançados, Meu peito é um caminhão de mudança abarrotado com todas as lembranças que você deixou e Os deuses estão embriagados de uísque falsificado, Jean já ganhou editais importantes ao longo da sua carreira, como o 4º Concurso de Poesia Jorge de Lima e o Festival Dendi Casa Tem Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura (Secult/AL), e, agora, o Itaú Cultural.

Dos 12.982 inscritos foram selecionados 200 trabalhos, nas categorias Escrita (prosa ou poesia) e Poesia Falada. Este é o quinto edital da série Arte Como Respiro, envolvendo escritores de todo o país. Pelo edital, os participantes deveriam propor um trabalho literário voltado para o futuro da humanidade no pós-pandemia.

Além de Jean Albuquerque, os outros escritores alagoanos também classificados foram Carine Valéria Mendes dos Santos (Escrita), Isadora Laís Lima Nogueira (Poesia Falada) e Lucas Litrento (Escrita).

Como escritor, realizador cinematográfico e produtor cultural alagoano, Lucas Litrento, também é um veterano em premiações locais e nacionais. Além de ganhar três editais de crônicas e um de poesia da Secretaria de Estado da Cultura (Secult/AL), venceu a primeira edição do Prêmio Delfos de Literatura 2019, da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), e o Prêmio Malê de Literatura, do Rio de Janeiro, com o livro de contos TXOW (2020).

Com Janderson Felipe, assina o roteiro e a direção do curta-metragem Samuel foi trabalhar, um dos contemplados pelo Edital do Audiovisual 2019, realizado pela Prefeitura de Maceió, por meio da Fundação Municipal de Ação Cultural (FMAC), e a Agência Nacional de Cinema (Ancine). O filme, em fase de produção, está parado por conta da pandemia.

“Estamos vivendo um período delicado para tudo, em especial para a área artística. Mais que a premiação em dinheiro ou a publicação do livro, que também é algo bem-vindo, é gratificante ver o reconhecimento do nosso nome. Levar o nome do Estado nessas iniciativas nacionais, as nossas referências, tudo isso é muito importante. Grande parte da minha obra retrata a periferia, as questões da negritude. Então, além do prêmio, a gente leva também todas essas bandeiras”, disse Litrento. Participar também é um jeito de mostrar a relevância da produção local. “É um recado para as outras pessoas para que não desistam, que se inscrevam”, completou.