Rural

CPLA alerta que estiagem prejudica produção leiteira


Fonte: Assessoria

22/01/2020 10h53

O longo período de estiagem que vem atingindo o sertão alagoano preocupa o desenvolvimento da produção leiteira dos agricultores familiares da região. Segundo a Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA), os pequenos produtores estão adotando diferentes estratégias para superar a crise, entretanto, nem todas trazem benefícios para seus rebanhos.

“Durante os últimos 10 anos, estamos tendo secas constantes. Com a atividade se concentrando cada vez mais nas mãos dos agricultores familiares, essa é a categoria que mais está sendo prejudicada com essas adversidades. Com a falta de chuva ou um período de chuva inconsistente, como foi o inverno do ano passado, os produtores não conseguiram realizar a plantação das forragens necessárias para gerar os alimentos de seus animais”, destaca o presidente da CPLA, Aldemar Monteiro.

De acordo com o presidente, no ano passado a freqüência de chuva foi alta, mas em pouco tempo, impossibilitando colher o ciclo todo das forragens, que necessita de três a quatro meses de chuva para garantir bons rendimentos para o produtor. “Estávamos esperando as tradicionais chuvas de verão para o enchimento dos açudes e barragens, mas elas não chegaram para todo o sertão”, explica Monteiro.

Para superar os atuais entraves, o agricultor vem buscando saídas que, segundo Monteiro, não trazem os resultados necessários para o crescimento da produção. “Alguns produtores estão vendendo seus animais para reduzir o rebanho e conseguir alimentar os que permanecem na criação. Outra forma encontrada está sendo a compra de palmas na região, mas com a oferta em baixa, elas se tornam caras e passou a não ser um paliativo tão lucrativo para eles. Essas medidas causam a redução na produção de leite e nas criações da região”, ressalta.

Na procura por soluções para a continuidade do setor leiteiro de Alagoas, a CPLA tem prospectado recursos com os órgãos responsáveis pelo fomento da agricultura em Alagoas. “A solução temporária para esse cenário seria o estabelecimento de um canal de fornecimento do bagaço de cana, pelo estado, através das usinas, para os produtores rurais. Esse processo já era realizado há uns anos e foi uma saída muito boa para o setor. Entregamos um documento ao Secretário da Agricultura de Alagoas e a nossa esperança que essa ação possa gerar bons resultados, já que é uma forma de manter o consumidor estável e a comunidade produzindo mais leite”, pontua Aldemar Monteiro. 



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