Rural

Alagoas exporta 26 toneladas de pimenta do reino para a Espanha


Fonte: Assessoria

19/06/2020 09h15

Quando se fala em exportação do agronegócio alagoano para o mundo, o açúcar VHP é o primeiro produto que sevem a mente. Contudo, outro produto começa a também disputar um espaço neste cenário de transações comerciais com outros países, a Pimenta do Reino Preta.

O produto, que é uma das especiarias mais antigas e valiosas há séculos, é considerada a rainha das especiarias e chegou a ser conhecido como o “Ouro Negro”.

Este ano, em uma ação conjunta entre o Grupo CAPA de Arapiraca e a Righetti Agrícola, localizada no município de União dos Palmares, 26 toneladas da pimenta, tipo ASTA, saíram de Alagoas com destino ao continente europeu, mais precisamente para a Espanha.

“O padrão ASTA é o melhor que existe. Foi uma exportação indireta por meio de um grande exportador brasileiro com sedes em São Paulo, Pará e Espírito Santo. A pimenta foi embarcada via Porto de Suape, no início de maio. A carga de 590 g/litro foi composta por 15 toneladas da Capa e 11 toneladas da Righetti Agrícola”, informou o produtor Aluysio Righetti, lembrando que a Capa e a Righetti participam desde 2018 de cursos e treinamentos para a exportação com o CIN da Casa da Indústria e com o Sebrae-AL.

“Neste caso, a empresa nos propôs uma compra para exportar para o Marrocos. Porém, quando viu a qualidade da pimenta decidiu mudar o destino para a Espanha. Já tínhamos até etiquetado a sacaria com o destino do Marrocos e tivemos que refazer tudo. A logística foi bem simples, apenas entregar no Porto de Suape. As condições eram sacaria nova, lisa, com 25 kg e etiquetadas”, reforçou Righetti.

Segundo ele, como a safra alagoana ocorre no meado do segundo semestre há previsão de novas exportações a partir do final desse ano e início de 2021. “E por causa das etiquetas já temos até alguns nomes e contatos dos compradores finais. Nesse momento, a maioria dos produtores de Alagoas já vendeu sua produção e praticamente já não há pimenta suficiente para novos embarques. Quem não vendeu deve segurar, pois há expectativa de melhora dos preços. Saliente-se que a produção nacional de pimenta do reino é muito superior à demanda, sendo a exportação um caminho necessário e lógico”, destacou.



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