Rural

Unicafes AL aponta desaceleração do mercado


Redação
Fonte: Assessoria

28/03/2021 17h59

Com os programas de compras institucionais reduzidos e as feiras livres limitadas nos municípios, a Federação Unicafes Alagoas vem catalogando uma série de queixas de cooperativas que estão com produtos da fruticultura e horticulturas sem espaço e sem cliente à vista. O mercado das compras institucionais em Alagoas já chegou a absorver  6 milhões de toneladas através dos programas de Aquisição de Alimentos (PAA) e de Alimentação Escolar (Pnae), além das compras da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Com 500  agricultores, a Cooperativa dos Produtores Rurais de Arapiraca (Cooperal), em Arapiraca, tem uma rede de produção de  frutas, raízes, tubérculos, além de hortaliças e leguminosas. A cooperativa já  chegou a comercializar  um milhão de toneladas para as instituições e hoje  fornece apenas o total 300 mil toneladas para as compras da Conab e  PAA juntas.

A falta de atenção para as políticas públicas, na opinião da presidente da Cooperal, Maria Alves, pode agravar o sofrimento dos produtores. “Além de faltar o sustento desse trabalhador e agricultor, poderemos ter perdas significativas na produtividade da agricultura familiar. Espero que o governo olhe para esse público que vem pagando preço alto. Não queremos sair da roça para a cidade, queremos ter dignidade e continuar contando com o preço justo do programas governamentais e obtendo esse apoio, disse Maria.

A Federação Unicafes Alagoas, segundo o seu presidente Antonino Carvalho, destaca a importância do cooperativismo como ferramenta de apoio para os agricultores mediante as dificuldade na comercialização.

“A federação Unicafes tem sido incansável no trabalho de busca e cobrança para medidas mais incisivas para o setor. Esse é ainda um segmento muito frágil diante da ordem de mercado. Precisamos encontrar meios para esse público, abrindo mais mercado e oportunidade de políticas públicas. A situação atual inviabiliza totalmente o trabalho desse agricultor, que vai ficar sem cliente e sem a sua remuneração, sem seus ganhos. Estamos cobrando melhorias nos programas para que de forma mais funcional possa beneficiar, de fato, esse agricultor que vive à mercê de atravessadores”, disse Antonino.

 



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